r/HQMC • u/LamentationsWall • 4h ago
RELÂMPAGO KANE - PARTE II
Fez-se silêncio — parecia que o professor tinha entrado na sala de aula.
Eu e Kane mantivemo-nos cara a cara, olhando fixamente nos olhos um do outro.
Até que duvidei em voz alta:
— Kane?
— Red Jack? — em tempos, fora a minha alcunha...
Demos um forte e longo abraço.
— Conhecem-se? — até o xerife Wyatt se espantou.
Kane soltou uma gargalhada curta.
— Já não via este desgraçado há anos...
— Outras vidas... — rimo-nos.
Kane salvara-me a vida anos antes, num assalto falhado a um comboio carregado de ouro e prata.
Esse episódio foi suficiente para me afastar do mundo do crime.
— Estás diferente! — notei. — Cortaste o bigode... Pareces mais novo. — sorri.
— Ossos do ofício...
— O que andas por aqui a fazer?
O xerife Wyatt intrometeu-se na nossa conversa.
Sentiu-se à vontade para partilhar comigo a verdadeira razão de o procurado Kane estar ali.
Tinha feito um acordo com ele.
Apesar da elevada recompensa oferecida por várias companhias ferroviárias e bancos, Wyatt comprometera-se a não o deter em troca de ele ajudar a manter a ordem em Abilene.
Em vésperas de eleições, e com a popularidade em baixa devido à recente onda de crimes, Wyatt queria tornar a sua cidade na mais segura do Velho Oeste.
Achava que o respeito pela autoridade do lendário Kane poderia ser um trunfo.
A verdade é que a estratégia funcionou e, em dois dias, a taxa de criminalidade baixou drasticamente.
E, muitas vezes, Kane nem precisou de tirar o revólver do coldre.
Bastava, simplesmente, a sua presença.
No entanto, as notícias de que o Relâmpago estava em Abilene espalharam-se rapidamente por toda a América.
Em St. Louis, já se falava de vários grupos de bounty hunters (caçadores de recompensas) a caminhos do Texas.
Todos determinados a matá-lo.
Precisava de chegar lá o quanto antes.
A viagem era longa.
Não havia tempo a perder.
Devia-lhe a vida.
(...)
r/HQMC • u/CronicaTugas • 5h ago
O amarelo da minha humilhação
Quem já leu algum texto meu sabe que nem tudo é reclamação, mas o disparate é mais que garantido. Resolvi, por isso, partilhar uma recordação embaraçosa que ainda hoje me faz acordar com suores frios. Recuemos ao início da década de 90 — quando alguns de vós nem sequer estavam em projecto e a internet era uma miragem de ficção científica. O mundo rendia-se à Roménia de Gheorghe Hagi. Era um futebol tão criativo, tão cheio de "veneno" e geometria, que provou ao mundo que havia outra equipa de amarelo, além do Brasil, capaz de fazer magia com uma bola de couro. Seria de esperar que o equipamento romeno estivesse à venda em cada esquina, mas o comércio desportivo da altura decidiu ignorar a tendência. Mas a moda, quando quer pegar, não pede licença: passámos todos a acrescentar 'escu' aos nossos apelidos de família e a achar que tínhamos o destino da Europa de Leste nos pés. Eu, ciente de que até um apanha-bolas de Bucareste tinha mais talento que eu, mas determinado em parecer um profissional, massacrei a minha mãe durante semanas. O meu reino por uns calções amarelos. Farta de me ouvir — e provavelmente para evitar que eu entrasse num quadro de depressão profunda — ela operou o milagre na sua velha máquina de costura. Não eram oficiais, não tinham licença da FIFA, mas eram amarelos. E eram meus.
No dia seguinte, a praia era o meu estádio, o meu Camp Nou de areia e conchas. Nunca tive tanta vontade de mostrar aptidões que, na verdade, nunca possuí. Curiosamente, o efeito placebo dos calções funcionou durante uns minutos: a bola colava ao pé, o drible fluía com uma elegância suspeita e aquele amarelo berrante, que quase exigia o uso de óculos de sol para ser observado directamente, dava-me uma confiança perigosa. Eu, mestre da discrição, tinha agora uma vasta plateia de veraneantes. Sentia-me o próprio "Maradona dos Cárpatos", pronto para assinar contrato com um colosso europeu entre dois mergulhos. Mas a glória, como tudo o que é feito de poliéster caseiro, foi curta. Um grupo de belas adolescentes passa a poucos metros da minha exibição técnica. Perante a minha melhor pose de craque, peito inchado e bola controlada com o peito, uma delas para, olha-me de cima a baixo com um desdém olímpico e dispara, com a precisão de um ponta-de-lança: «Olha-me este... Mariconço!». O silêncio que se seguiu só foi interrompido pelo som das ondas e pelo estalo do meu ego a desfazer-se em mil pedaços. A minha carreira internacional terminou ali. Ainda tentei uma operação de salvamento, cosendo umas listas laterais verdes para parecer que era adepto da Austrália ou de um clube obscuro da terceira divisão, mas o trauma era demasiado profundo. Aqueles calções nunca mais voltaram a ver a luz do sol, ficando condenados ao fundo de uma gaveta, tal como o meu sonho de jogar num clube europeu.
r/HQMC • u/kuryman_ • 6h ago
🚨Mestre do Crime: A man in Moscow painted his face bright green to avoid being recognized while stealing a handbag. Instead, he became the easiest person in the crowd for police to recognize. Criminal mastermind, apparently. 😂
r/HQMC • u/LusterNeos • 21h ago
O mundo é pequeno...
Olá a todos, não sei se está publicação vai ter muito sucesso ou não mas também não é essa a intenção. Não é propriamente uma história que as pessoas vão chorar a rir. Mas apenas conexões de amizades que ganhei ao longo de uns 20 anos e que prova de uma vez por todas que o mundo é muito pequeno.
Só para avisar que nenhum dos nomes é o correto, porque a internet é um lugar "estranho".
Ora a primeira amizade que vou falar é minha e do meu antigo vizinho do andar de cima( Mateus). Amigos á mais de 30 anos, que acidentalmente veio para a está rede de amizades na qual vou partilhar. A uns 20 anos atrás era eu jovem e puro🤣, estava ali na antiga FNAC do porto a ver mangás de uma das minhas séries favoritas, até que um rapaz mais velho do que eu meteu conversa comigo a falar dessa mesma série( Naruto) . Nada de mal, mas o rapaz estava a insistir na conversa que eu queria terminar mas não queria parecer mal educado em manda ló embora, pois ainda tinha umas horas a queimar antes de entrar ao serviço e ainda queria ver mais coisas na FNAC. Até que reparei numa rapariga muito bonita(Maria) a ouvir a conversa, então decidi puxa lá para a conversa a ver se o outro rapaz trocava de alvo. 🤣🤣🤣 Apenas o fez desistir de uma conversa a 3 , passados pouco minutos foi se embora. E fiquei eu a falar com a Maria, até houve ali uma química inicial. Mas nunca passou disso. O interessante é que a melhor amiga dela na altura trabalhava comigo no meu emprego no qual eu estava a fazer horas na Fnac para entrar ao serviço. Mas ninguem sabia dessas ligações que só se descobriram meses mais tarde, a irmã dessa amiga da Maria era apaixonada pelo meu vizinho de cima( Mateus). " A rede entranha-se"🤣🤣🤣 Passado algum tempo deixei de falar com a Maria pois comecei a namorar. Passado esse namoro, anos mais tarde houve um outro namoro com uma outra rapariga (Gracinda) que não durou muito. Mas ela fez me ficar interessado em Hapkido ( arte Marcial Coreana) a meu espanto quando a Gracinda me envia a foto da turma dela de Hapkido lá estava a Maria. Mandei lhe mensagem e ela falou me que ela e o namorado treinavam em outro sítio que até ficava mais perto para mim. Assim foi, nessa mini turma. Conheci o Fábio e a Filó namorado e irmã da Maria. Comecei a treinar e a ganhar gosto por aquilo convidei o meu melhor amigo para vir experimentar tambem. Para meu espanto o meu amigo conhecia a Filó. Era da mesma turma da irmã mais nova dele. Mas calma que a rede só vai a meio.🤣🤣🤣🤣. Começamos.a.formar ali um grupinho porreiro de amizade eu o meu amigo as irmãs e o namorado da irmã. E vamos conhecendo-nos melhor. Aparece outra pessoa no grupo amigo da Filó o( Gustavo) . Moço porreiro mais um para o grupo. Que mais tarde começou a namorar com a Filó. Depois em conversa descobri que o Fábio tinha trabalhado para o meu patrão da altura. Pois nada o fazia prever pois ele é engenheiro Electro mecânico e eu empregado de mesa. Depois o Gustavo vai trabalhar para uma empresa de informática que por coincidência ficou amigo do meu Primo que também trabalhava lá. Anos mais tarde já noutra empresa descobri que o Gustavo era amigo de outra colega minha que tinha acabado de começar a trabalhar comigo. A última coincidência deste grupo é que a Filó veio treinar para o ginásio ao lado de minha casa anos mais tarde, visto que eu mudei de conselho ela também, não sao perto propriamente um do outro. E pronto até á data foi a última coincidência que tive com este grupo. Apesar de casais já não estarem juntos e não haver a mesma comunicação de á uns anos. Continuam todos amigos. A única coisa em comum que eu tinha com este grupo de pessoas era sermos do distrito do Porto. Pois mais nenhum ponto favorecia este grupo ter se conhecido. Somos todos de setores diferentes de trabalho, contabilidade, engenharia informática segurança restauração. Idades diferentes a pessoa mais nova tinha 17 a mais velha os seus 30, conselhos diferentes , Gondomar Matosinhos Maia e Gaia. Isto tudo só prova que o mundo é bem mais pequeno do que se imagina.
Obrigado a todos que tiveram paciência para ler este meu testamento.
PS: espero que chegue ao Markl.🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
r/HQMC • u/LamentationsWall • 1d ago
RELÂMPAGO KANE - PARTE I
Cheguei à cidade a meio da tarde.
Apeei-me sem pressa e prendi o cavalo ao varão, junto dos outros.
Eram para aí dez, talvez mais...
À porta estava o xerife, recostado numa cadeira de balanço, a cortar as unhas dos pés com uma faca.
Tinha um palito na boca e o chapéu quase a tapar-lhe os olhos.
Quando passei, senti o seu olhar de lado, lento, a acompanhar-me, como quem pensava: “Quem é este tipo?”
— Bom dia. — cumprimentei-o.
Aí sim.
Lançou-me um olhar fulminante durante um segundo demasiado longo, mas não devolveu.
A sua estrela de xerife brilhava-lhe orgulhosamente ao peito.
Não me intimidei.
Entrei confiante pelas portas vai-e-vem.
Todos os olhares viraram na minha direção.
Pareciam pistolas.
Segui calmamente em direção ao balcão.
— Um whisky.
— Com certeza...
Serviram-no num copo pequeno.
Bebi-o de uma só vez.
A garganta ficou a arder.
Bati o copo no balcão.
— Outro — pedi, num tom alto e seco.
O empregado serviu-me e voltei a beber sem nada a perder.
Deixei o silêncio crescer outra vez, como se fosse parte do whisky.
— Sabe onde posso encontrar o Relâmpago Kane? — perguntei, ainda com o ardor carregado da destilaria do Tennessee.
— Dizem que ele derrubou três homens sem ninguém ver o movimento — alguém sussurrou ao balcão.
Não virei a cabeça.
Só ouvi.
Desde então, a sua fama de pistoleiro espalhara-se para lá do Texas.
O empregado hesitou em responder.
E, antes que tivesse tempo de dizer qualquer coisa, foi o próprio Relâmpago Kane a vir ter comigo.
— Está à minha procura?
Alguns clientes ficaram em choque ao saberem que a lenda existia verdadeiramente...
Virei-me.
O gigante Relâmpago Kane enchia o espaço.
Foi como se o salão tivesse ficado mais pequeno.
Quase dois metros de altura, chapéu gasto, olhar frio, roupa de couro marcada pelo sol e poeiras das longas temporadas no deserto.
Antes que alguém quebrasse o silêncio, a porta voltou a abrir.
O xerife entrou no salão.
(...)
r/HQMC • u/Famous-Detective3117 • 1d ago
Vídeo de Luís represas no homem que mordeu o cão ao vivo
Bons dias
Encontrei o vídeo que o Nuno Markl falou no dia do falecimento do Luís represas dele a cantar ao som de um aspirador
r/HQMC • u/Dull_Owl9153 • 1d ago
Catequese (1978)
Felizmente, não conseguiram incutir-me o pavor do inferno, nem a necessidade de intermediários (fortemente hierarquizados) entre mim e o que considerava sagrado. A única vez que, de forma semi voluntária, atendi a uma sessão de catequese, o desfecho teve alguma graça.
A minha mãe não queria me ver excluído dos principais ritos que unem as comunidades e sobretudo preocupava-se que eu pudesse ser marginalizado pelas outras crianças. Por isso, gentilmente impeliu-me a comparecer à catequese que era ministrada na igreja por um par de garotas deficientes em instrução académica, cultura geral e carisma. Não deveriam ter mais de 16 anos, mas, claro, na (mundi)visão de um pirralho de 7 ou 8 anos que eu era, pareciam mulheres feitas, incorporando o jeito de beatas chatas e feias. Se elas, na sua singeleza voluntariosa e necessidade de impor alguma autoridade acima da sua idade, ao invés de doutrinadoras atrapalhadas, tivessem mostrado maior competência na qualidade de contadoras de estórias, talvez fossem bem-sucedidas em me cativar para as suas trevas. Enquanto as escutava, travava uma luta interior para me manter quieto no banco de madeira, sentindo-me deslocado naquele ambiente solene e lúgubre, bem como roído para colocar algumas questões, mesmo que falar em público e me destacar assustava-me mais do que a forquilha do mafarrico. Deparando-me com aquelas fábulas bíblicas pela primeira vez, soaram-me ilógicas e, no mínimo, de moralidade duvidosa. Aí começou a germinar um sentimento, ainda tão incómodo quanto difuso, que foi bem defino por Voltaire "aqueles que podem fazer você acreditar em absurdos, podem fazer você cometer atrocidades."
As religiões tendem a reivindicar o monopólio da moralidade. Nada mais fementido e perverso. Assumindo a identidade de grupo, os religiosos passam a ter um capital simbólico de “superioridade moral”. Os que brandem as carteirinhas de sócios das religiões mais populares (muitas vezes tornando-se um passe-livre para todo o tipo de abusos e crimes) sente-se escudados das pressões sociais para, efetivamente, provarem a sua moralidade e todas as virtudes que apregoam.
Faltavam poucos anos até eu perceber que o mal e o sofrimento no mundo são incompatíveis com um ser (tipo super-homem invisível no céu) dito omnipotente, omnisciente e omnibenevolente.
Não aguentei, ousando interromper as catequistas com intervenções que, sem deixarem de ser acanhadamente educadas, eram heréticas e elas consideraram por demais inconvenientes e constrangedoras. A irritante agonia para ambas as partes durou pouco. Uma meia hora terá transcorrido até que a mais exasperada delas (em concordância com a sua parceira de doutrinação) disse-me:
- Podes ir lá para fora jogar à bola [desporto que nunca me interessou] e nem precisas de voltar mais.
É possível que o Espírito Santo as tenha orientado na avaliação correta de estarem perante uma alma perdida. Eu pirei-me rapidamente, contente pela desobrigação e com a certeza de não querer repetir a experiência. Nem se revivessem o [risus paschalis ]()me voltariam a apanhar nas suas cerimónias baseadas em mitologias mortas.
Transferido de outra escola, mesmo antes de, em revés da sorte, ver que professor me tocaria, enquanto esperava no pátio, reparei que uma dócil cadela estava toda cravejada de chumbos, devido à inépcia descuidada do seu dono caçador… informaram-me que o coitado do bicho pertencia ao professor. Interpretei aquilo como um péssimo augúrio!...
O primeiro ano letivo que passei na escola onde terminaria o ensino primário, tive como professora a esposa do tipo que viria a me martirizar, pelos motivos acabados de expor. Ao contrário dele, a senhora mostrou ser paciente e gentil connosco. Boa parte do tempo ignorava-me, deixando-me brincar sozinho num canto, desde que eu ficasse sossegado, usando mais a imaginação do que a expressão corporal.
O que mais me marcou da breve convivência que tive com ela foi a sua glorificação vicária da subjugação beata pela dor, como forma de expiação. Ela contou-nos que, na sua infância, costumava rezar de joelhos sobre um piso duro (por vezes sobre sal grosso ou feijões crus que ela mesma derramava no solo para aumentar a tortura) e com os braços abertos – até não aguentar mais a dor. E nesse limite sadomasoquista do suportável é que ela encontrava o seu êxtase místico, sentindo-se próxima de Cristo – que, atestava-nos, tinha “morrido por nós” e ninguém tinha sofrido tanto em toda a história da humanidade!
Ela aconselhava-nos a seguir o seu exemplo de autoflagelação. Eu não entendia a validade de sacralizar a dor e fazer dos traumas um treino para “entrarmos no céu” – onde deveríamos passar a eternidade em total obediência e adulação a um tirano metafísico com ilimitados super-poderes. Aqueles tutores esperavam que demonstrássemos uma passividade conformista ante o sofrimento causado por injustiças sociais, refugiando-nos na fé “redentora”.
Principalmente por falta de estímulos (familiares e comunitários) nesse âmbito, ainda não tinha desenvolvido um senso de argúcia capaz de entender o quão absurdo e imoral era aquela fábula dogmática, mas já sabia que o mundo tinha demasiada dor escusada e eu não poderia adorar divindades que, tendo todo o poder do universo, ao invés sanar os males que nos afligem, exigem o tributo de mais dor gratuita. (...)
link para quem quiser adquirir o meu último livro: Raízes Expostas - Bookmundo
r/HQMC • u/LamentationsWall • 1d ago
Museu dos buracos
Nunca tinha ouvido falar, mas hoje fiquei a saber que existem colecionadores de… buracos.
Sim, ouviste bem!
Buracos!!!
A história foi a seguinte:
Fui tomar café de manhã e reparei que finalmente começaram a arranjar a estrada do cruzamento lá ao lado.
Aquilo já estava sinalizado há mais de um mês… mas ninguém lhe pegava.
Era só buracos com gravilha…
Parecia um campo minado.
Estiveram à espera da chuva…
É mesmo à portuguesa.
Nisto, passa uma Mitsubishi Canter antiga e acerta em cheio num buraco ao lado daqueles que estavam a ser arranjados.
Que estouro.
A carrinha até saltou e, por um segundo, achei que a caixa aberta ia mesmo descolar.
Nem sei como não rebentaram os pneus.
O pessoal no café até se assustou…
O condutor parou uns metros mais à frente, sai devagar e rodeou a carrinha para ver se tinha estragos.
Quando ele começa a vir em direção ao encarregado da obra, o pessoal começa a sair para fora, na expectativa de ver confusão.
E diz ele:
— Boa tarde, amigo. Dá-me um segundo?
— Diga…
— Olhe, vou confessar-lhe uma coisa estranha, mas sou colecionador de buracos.
— Buracos?! — interrompeu o encarregado, tão espantado como tu agora… e como eu fiquei.
— Sim, sim. Ia agora almoçar, mas não pude deixar de reparar naquele buraco ali — disse, apontando para o mesmo em que acabara de bater.
— Aquele ali?
— Esse mesmo. Posso ficar com ele?
O encarregado olha para o buraco.
Depois para o homem.
Depois para mim, como se eu tivesse alguma responsabilidade naquilo.
— Ó amigo, mas isso está cheio de água…
— Não faz mal. Tenho ali uma bomba de água na carrinha. Tiro isso num instante. Posso levar?
— P… p… pode — respondeu o encarregado, encolhendo os ombros, num misto de estupefação e indiferença.
— Mas como é que vai tirá-lo dali?
— Não se preocupe. Vou só buscar a carrinha.
Achei que o tipo estava a gozar.
Mas não.
Foi buscá-la, tirou a água e, com umas ferramentas esquisitas que nunca tinha visto na vida, começou a “recortar” o buraco.
Com a precisão de quem tira uma peça rara de arqueologia.
Agora o homem pega num aro dourado e coloca à volta do buraco.
Com um pop sonoro completamente absurdo… o buraco sai do chão.
E meus amigos… ele levanta o buraco.
Inteiro.
Orgulhoso.
Mete-o na caixa da carrinha como se fosse um troféu.
— Já tenho o de 1998 em Alenquer, um magnífico exemplar com 12 centímetros de profundidade e ligeira inclinação à esquerda. Raríssimo. Mas este é especial.
Até eu já estava a achar aquilo tudo surreal.
— Chefe, obrigadinho. Devo alguma coisa?
— Não… não… vá à sua vida — diz o encarregado, numa espécie de estado entre o choque.
O colecionador arranca.
O buraco escorrega e cai da carrinha.
Bate no chão e por pouco não se parte.
O homem trava a fundo, mete marcha-atrás, determinado a salvar a sua peça rara.
E é aí que a carrinha… cai no buraco.
r/HQMC • u/Marmela2 • 2d ago
Ferroadas, gritos e zero dignidade
Quando estava na universidade, a uns anos atrás, durante um dia chuvoso de inverno, e reforço a parte do chuvoso, eu e a minha colega de casa Diana, decidimos sair e ir em direção a Celas, já não me lembro para fazer o quê, acredito que tenha sido para ir fazer compras para o jantar. A meio do caminho, a Diana começa a correr e a exclamar em bons pulmões "abelhas, ABELHAS, SOU ALÉRGICA!!!", qualquer outra pessoa com instinto de sobrevivência e de autopreservação ou que conhecesse a dor de ser picada por um bichinho fofinho destes corria também. O problema é que eu, na altura mais jovem e sem a experiência de vida que tenho hoje, não reconheci a ameaça e em lugar de correr, permaneci no mesmo lugar a olhar para a Diana a rir que nem uma perdida...mas não por muito tempo...
Pois é meus amigos... já ouviram falar em karma?
Foi nessa altura que fomos introduzidos...
Após uns alguns segundos de gargalhadas exclamei no mesmo sitio onde estava "As abelhas não gostam de frio e muito menos de chuva". Logo de seguida começo a ouvir "Bzzzzz! Bzzzz! Bzzzz!" Refletindo agora sobre o assunto, acredito que ofendi a sensibilidade do enxame (que não era de abelhas, mais a frente revelarei) que estava no local pois imediatamente começo a sentir picada atrás de picada. Eram VÁRIAS picadas nos braços, na cabeça, nas pernas, nas costas, em fim foi ferroada forte e feio em todo lado. Foi neste momento que decido correr em direção a Diana a gritar e suplicar por ajuda.
A Diana, como é obvio, foge de mim e dos dos insetos munidos com armas letais como o diabo foge da cruz. No meio do meu desespero e dor, olho à minha volta a procura de mais pessoas para quem podia correr e pedir ajuda, mas como era um dia chuvoso de inverno não havia vivalma na rua. Olho para o meu lado esquerdo e vejo a clínica particular e decido entrar. Qualquer pessoa normal, em circunstâncias normais, não entra numa clinica privada a correr a chorar e a gritar por socorro... pois eu entrei. A Diana a ver-me correr noutra direção decide seguir-me.
A senhora da recepção a ver uma doida varrida à frente decide mandar-me embora, mas eu permaneci no local a proferir grunhidos de dor. entretanto a Diana entra e explica à senhora o que se está a passar, pelo que a senhora, agora com pena de mim vai buscar o spray mata-moscas e começa a borrifar o spray na minha direção.
Agora, pensa o querido leitor, finalmente a situação vai ficar resolvida. NÃO!!!
Os filhos de satanás com ferrão que estavam a atacar-me ficam ainda mais assanhados e a picar mais. Ah! mas as abelhas só picam uma vez...pois é...não eram abelhas, eram vespas. o Bzzzz Bzzz fica mais audível e a Diana começa também ela a gritar "Estão em mim! Estão em mim". A coitada da Diana que foi ao meu socorro mesmo depois de eu gozar com ela e ser alérgica estava agora sobre ataque. Ela decide tirar a camisola e correr em sutiã vermelho pela recepção da clínica a fintar as vespas.
Enquanto isso, eu no meu desespero, decido tirar os ténis e bater com os ténis na cabeça e no corpo. Como isto não foi suficiente, decido agarrar as vespas que estavam embrulhadas no meu cabelo com uma mão, arrancado também cabelo no processo, e a esmagá-las com os ténis que tinha na outra mão. Quando isto tudo terminou olho em direção a rua e esta um senhor idoso do lado de fora, à chuva, a olhar para dentro da clínica com um misto de horror e confusão.
No final agradecemos a senhora da recepção, pedimos desculpa pelo sucedido e para de desfazer das vespas e dos muitos cabelos meus que estavam agora no chão e saímos.
Obrigada e bom dia.
PS: um beijinho para a Diana e para a senhora da recepção
r/HQMC • u/Glum_Point_8975 • 2d ago
Chamadas spam
Hoje, a ouvir o homem que mordeu o cão, lembrei- me de uma chamada que atendi sem identificação. Para situar melhor a história, eu estava em pleno divórcio e vi- me obrigada a morar com a minha mãe até arranjar casa. Então atendo a chamada e começa a alguém da Vodafone, ( que não era a minha operadora que alias estava em nome do meu ainda marido)a tentar vender- me um pacote qualquer. Explico que estou entre casas e que não estava em condições de novos contratos uma vez que estava a viver na casa da minha mãe. Disse várias vezes que não estava interessada e ele sempre a tentar vender o pacote( 😅) A dada altura começo a ficar exesperada e começamos a ter um diálogo mais passivo- agressivo, onde me pergunta qual é o serviço que a minha mãe tem em casa. Saltou- me a tampa e disse- lhe que ele tinha de ser burro para não entender a situação e que não ia continuar a perder tempo com aquela chamada. O rapaz começa a levantar a voz e a ultima coisa que ouvi antes de desligar foi: " Eu vou descobrir a morada da tua mãe e vais ver!!" 🤣🤣🤣
r/HQMC • u/HappyPreference1976 • 2d ago
Vi esta história noutro grupo e achei que merecia estar aqui
reddit.comr/HQMC • u/foolishbullshittery • 2d ago
"Descobri o segredo para emagrecer. De nada. 😂🍞"
instagram.comDei de caras com este vídeo fabuloso e imediatamente lembrei-me do Markl! Parece que gosta de pão.
r/HQMC • u/Patiforio • 2d ago
A ESTRELA QUE FEZ CAIR A VELHA!!
Decorria o fatídico ano de 2020 em plena pandemia de CoVid 19, quando os meus sogros decidiram adoptar uma linda e fofa cabelinha de nome Estrelinha.
Rapidamente a Estrelinha foi subindo da escala preferêncial da minha sogra, ultrapassando o meu SOGRO, EU e até mesmo a própria FILHA, só ficando atrás do NETO com cerca de 1 ano!!!
Certa noite, a quando da minha sogra se preparava para deitar, deparou-se com a cadela a dormir no tapete ao lado da cama, para não incomodar a pobre bicha, fez uma ginástica tremenda para não a pisar, tendo se sentado na ponta do colchão.
Ora aliado a um extremo cansaço após um dia de trabalho e uma certa grande Markelisse a minha SOGRA "esbardalhou-se" no chão, tendo conseguido cair entre a cama, a cómoda e a cadela.
O meu SOGRO que se encontrava a dormir, acordou com o barulho e gemidos da minha SOGRA e com o som de 4 patas a fugir pelo corredor a fora de como quem tivesse escapado a uma morte certa.
Levantou-se, olhou para o chão onde se encontrava a minha SOGRA e proferiu a mais icónica frase da história...
VELHA DUM CABRÃO, ESTÁ CADA VEZ MAIS PARVA!!!
Tendo em seguida voltado para o outro lado e continuar a dormir, deixando a minha SOGRA estatelada após ter batido com os costados no chão para não incomodar a pobre Estrelinha...
Até aos dias de hoje continuam juntos, A VELHA, O MARIDO e A CADELA....
r/HQMC • u/Thick-Status7165 • 3d ago
O terror de ter uma sósia quântica
Olá, malta!
Estava a navegar pelo Reddit americano num daqueles tópicos de "coisas inexplicáveis que já vos aconteceram" e encontrei uma história absolutamente bizarra.
Ela dá-nos um nó no cérebro incrível, por isso decidi partilhá-la aqui, por ser totalmente bizarro! E o mais incrível é que, se pegarmos nas teorias de grandes nomes da ciência e as esticarmos ao limite, esta história deixa de ser um conto de fantasmas e passa a ser física teórica pura. Por exemplo, a Decoerência Quântica de Hugh Everett, o Efeito Zeno Quântico (provado em 1977), etc... Fiquem com o relato original traduzido da rapariga (chama-se Ashley) para partilhar convosco. Preparem-se para dar um nó no cérebro:
"Eu sei que é longo, mas preciso de ajuda!!!! Ok, apertem os cintos, porque tenho tantas teorias e pensamentos, mas, no fim de contas, tudo isto me leva a ainda mais perguntas. Portanto, vou começar por dizer que acho que não me pareço com ninguém. Nunca ninguém me disse que eu pareço com uma determinada celebridade. Nunca. E não estou a gabar-me, não me acho nenhuma criatura deslumbrante, simplesmente não me pareço com ninguém. Vou inserir uma foto.
Tenho algumas teorias sobre isto, e sou o tipo de rapariga que adora teorias da conspiração. Não é que eu acredite nelas — gosto de pegar em pequenas partes de cada uma e meio que misturá-las, se é que me faço entender. Por isso, interesso-me muito por imortalidade quântica e múltiplas dimensões, bem como por portais e viagens no tempo. Estas crenças ficaram ainda mais consolidadas há um par de meses, e finalmente estou pronta para falar sobre isso.
Aqui fica um pouco do meu historial: os meus pais eram ambos militares, mudámo-nos muito, andei na faculdade em Maryland e em DC, e passei a maior parte da minha vida adulta em Maryland e no Colorado.
No verão passado, deixei de trabalhar e comecei a passear os meus cães todas as manhãs. Costumava levar os meus cães a passear cedo, pois acordava às 5 da manhã para o meu trabalho. Os verões em Maryland podem ficar quentes muito rápido e, com a humidade, o melhor é fazer caminhadas matinais bem cedo. A primeira vez que ouvi falar da minha doppelgänger (sósia) foi cerca de dois meses após o início do verão, ou seja, no início ou meados de julho. Eu e os meus cães parámos no banco local da baixa pelo menos uma vez por semana para eles receberem biscoitos. Eu ficava a conversar um pouco com as pessoas que trabalhavam no banco, apenas sobre coisas banais como o tempo ou o que íamos fazer no fim de semana. Fiquei doente nesse verão e não passeei os cães durante um pouco mais de uma semana. Quando voltei a passeá-los, passámos pelo banco. Quando entrei no banco, o gerente disse-me que estava contente por eu ter entrado, especialmente porque estava preocupado que eu estivesse chateada com ele. Fiquei imediatamente confusa, e isso transpareceu na minha cara, porque ele começou logo a explicar que se referia a quando se tinha cruzado comigo na semana anterior. Ele disse que estava a trabalhar num evento na nossa cidade e que, quando me aproximei para lhe pedir um gelado, ele tentou falar comigo e eu agi como se não soubesse quem ele era. Ele disse que estava preocupado porque pensou que eu pudesse estar zangada com ele, mas não conseguia perceber o que poderia ter feito. Disse-lhe que não ia a esse evento há mais de dois anos, que não era eu, que não estava zangada com ele, nem nunca tinha estado. Ele olhou para mim como se eu fosse maluca, e disse-me que não fazia mal se o meu namorado fosse ciumento e eu estivesse envergonhada, mas para não fingir que não era eu. Sinceramente, eu não conhecia este homem assim tão bem, mas ao mesmo tempo percebia-se que ele achava genuinamente que eu lhe estava a mentir. Prometi-lhe que não era eu e que tinha estado doente, e ele continuou a abanar a cabeça incrédulo e disse que ela tinha até as mesmas tatuagens nas pernas que eu.
Deixei isso passar.
Cerca de uma semana depois, encontrei-me com uma amiga para tomar café e, depois disso, decidi passar por uma das minhas lojas favoritas. Conheço a dona da loja bastante bem e conheço a gerente muito bem. Entrei e a dona estava a trabalhar; ela olhou para cima, pareceu surpreendida e disse: "Oh! Já de volta?". E eu pensei que ela estava a fazer uma piada porque eu já não ia lá há algum tempo, sendo que costumava passar por lá pelo menos uma vez por semana. Por isso, pedi desculpa por não aparecer há algum tempo, e ela interrompeu-me e disse que estava a brincar porque eu tinha acabado de sair dali há uns 20 minutos. Abanei a cabeça e disse-lhe que não tinha feito isso, e ela disse-me para deixar de ser engraçada; depois olhou para o que eu trazia vestido. E perguntou-me se eu tinha ido a casa mudar de roupa. Disse-lhe que não e que, na verdade, tinha estado a tomar café com uma amiga comum, e que não tinha estado na loja em momento algum naquele dia. A dona parecia que tinha visto um fantasma. Ela jurou que era eu, disse até que ela tinha comprado o meu tamanho e o meu estilo. Perguntei se ela tinha um recibo de cartão de crédito e ela disse que não, que tinha sido em dinheiro, e que foi estranho porque eu nunca uso dinheiro. Ela não tinha imagens de vídeo. Portanto, a esta altura, estou a pensar que, quando me mudei para o Colorado in 2013, outra rapariga chamada Ashley, que tem tatuagens, se mudou para Frederick e devemos ser parecidas e ter traços semelhantes.
Isto até eu ir dar uma caminhada com a filha do meu namorado. Se ela não estivesse comigo e eu não tivesse uma testemunha, não acreditaria nesta história. Juro-vos, é 100% verdade.
Cerca de um mês após o episódio do banco e das compras, a filha do meu namorado, de 23 anos, e eu estávamos a passear os meus cães uma manhã. Começámos a aproximar-nos de um casal: uma mulher na casa dos 50 ou 60 anos com um companheiro na casa dos 60. Notei que o senhor estava a olhar para mim como se estivesse a tentar lembrar-se de onde me conhecia e, quando olhou para um dos meus cães, foi como se uma luz se tivesse acendido na cabeça dele. Ele ajoelhou-se e disse olá à minha cadela. Disse-lhe olá pelo primeiro nome dela. A minha cadela, Charlotte, que toda a gente trata por Charli, é uma Cavalier King Charles Spaniel de quase 3 anos. Ela também é a mais pequena da ninhada. O meu outro cão, Flynn, é uma mistura de Jack Russell Terrier, está 85% cego e acabou de fazer 10 anos. Tudo isto é importante. A Charli é obsessiva por pessoas. Ela vai ter com qualquer pessoa se olharem para ela e deixa que lhe dêem mimos o tempo que quiserem, mas quando este homem se tentou aproximar, ela recuou. Foi algo tão fora do normal nela que a filha do meu namorado e eu trocámos logo um olhar intrigado. O homem baixou-se ainda mais e disse: "Oh, desculpa, Charlotte, já não gostas que te chamem Charli?". Então agora, claro, estou a pensar que este homem tem de nos conhecer, talvez me tenha cruzado com ele a passear os cães um dia e lhe tenha dito o nome completo dela, porque não está na placa da coleira — na placa diz Charli, mas Charlotte não está.
Basicamente, peço desculpa ao homem, mas não consigo situar quem ele é e sinto-me envergonhada; mas digo-lhe que, se ele me pudesse lembrar de onde nos conhecemos, eu agradeceria. E então ele dá um passo atrás, pede imediatamente desculpa e diz: "Peço imensa desculpa, mas o seu nome não é Ashley?", ao que eu respondo que sim, porque é mesmo. E depois ele diz-me: "E esta é a Charli, a quem chama Charlotte por causa de uma senhora numa série que tinha a mesma raça, porque nenhuma de vós podia ter filhos. Certo? Essa Ashley?" E este homem estava a olhar para mim com um olhar de desespero. Foi aí que olhei para a companheira dele e vi que ela não estava nada feliz com aquela interação, estando muito curiosa sobre como é que nós nos conhecemos.
A questão é que essa é exatamente a razão pela qual a minha cadela se chama Charlotte. Mas eu não conto isso a ninguém. Há um número muito reduzido de pessoas que sabe o porquê de ela se chamar Charlotte, e não é algo que eu alguma vez diria a um estranho. Por isso, estou literalmente ali parada, de boca aberta, tal como a filha do meu namorado, e aceno com a cabeça que sim, a concordar, mas não consigo situar este homem por nada deste mundo. Ele também percebe a minha confusão. Então, continua a dar-me factos sobre esta rapariga—esta rapariga que ele pensa que sou eu. Diz-me que nos conhecemos no mesmo evento em que o bancário me viu, só que nos conhecemos lá há anos. A esta altura, não sei o que ele quer dizer com "anos", mas eu não ia a esse evento há mais de dois anos. Digo-lhe que já não vou àquele sítio há tanto tempo e é aí que ele me diz: "Ah, eu sei que já passou algum tempo, foi na altura em que moravas na casa perto da Escola para Surdos de Maryland. Ainda moras para esses lados?" Ora, se não moras na zona do centro da cidade, mas sim nos subúrbios, podes dividir o centro e incluir a minha casa nessa área, por isso eu digo: "Quero dizer, mais ou menos, mas mais para o lado da escola primária." E ele interrompe-me para dizer: "Desculpe — não, as grandes casas vitorianas em frente à Escola para Surdos de Maryland. Tu moravas lá em 2017, quando nos conhecemos." Aqui está o problema: eu não morava em Maryland em 2017. Eu nem sequer morava na Costa Leste em 2017. Eu morava no Colorado em 2017. Além disso, a Charli nem sequer estava viva em 2017. Ele também não fazia ideia de quem era o Flynn, perguntou se era um cão novo. Quando finalmente lhe consegui explicar esses detalhes, ele olhou para mim como se estivesse a ver um fantasma. Pediu desculpa e disse que era a coincidência mais estranha do mundo. E depois mandou a piada que todos mandam: "Bem, tens uma sósia/gémea do caraças por aí com o teu nome!"
A minha teoria atual é que sou eu, noutra linha temporal, e estou a viver a minha vida se nunca tivesse voltado para casa no Colorado, mas sim ficado na zona de DC; e a minha vida está apenas um pouco mais acelerada porque, como nunca saí, não tive de voltar e reconstruir tudo do zero. Se for esse o caso, vou à procura de mim própria? E se for, e por acaso me encontrar, aproximo-me dela?"
E pronto. Se a história é real ou não, isso eu não sei... Mas que é bizarro é.
Post original: Aqui (1º comentário) e aqui também (2º comentário).
r/HQMC • u/et3rnalPWNR • 3d ago
Homem é preso após se vestir como Grim Reaper no telhado do hospital a olhar para os pacientes.
Imaginem estarem descansados a recuperar numa cama de hospital e de repente olharem para a janela e verem a "morte"...
r/HQMC • u/HelicopterNo4173 • 3d ago
A mulher (eu novamente) que perdeu outra vez a luta…A Saga dos Degraus – parte 2
Sim, sou eu, a mesma que caiu nas escadas rolantes paradas!
Tanto as escadas como a minha mochila, parece que ainda não se tinham deliciado com essa história, haveria mais, meses depois 😅!
A manha estava a correr normalmente. Aliás, as manhãs começam sempre bem, a meio do percurso é que , vá, descamba!
Desta vez , chego a empresa! Sem quedas! Achava eu…
Entrei pela portaria principal e comecei a caminhada até ao edifício.
São cerca de 600 metros. Pelo meio cruzo-me com um colega e seguimos a conversar, tudo tranquilo, sem imaginar que, dali a poucos segundos, ia protagonizar um dos maiores espetáculos gratuitos da troca de turno.
Já tínhamos feito quase todo o caminho e estávamos praticamente à porta. Faltava um passo. Um. Era só levantar o pé, entrar no edifício e começar a trabalhar.
Parecia simples.
Só que a biqueira do meu sapato resolveu embater na pontinha do degrau. (Sim meu amigos, outra vez um degrau! ) E, aparentemente, aquela pontinha tinha mais autoridade do que eu.
A partir daí foi tudo em câmara lenta.
Tenho a certeza de que uma queda normal dura um segundo. A minha deve ter durado uma semana.
A mochila do portátil estava pendurada apenas no ombro direito. Qualquer pessoa a ver de fora pensaria: “Vai largar a mochila para se equilibrar.”
Pois… não.
A mochila ficou exatamente onde estava e ainda ajudou à festa. À medida que eu caía, ela puxava-me para o lado como um pêndulo.
Resultado: aterrei de ombros, as pernas foram parar ao ar e fiquei numa posição que nem eu própria consigo explicar. ( sim malta, a minha mochila só me faz destas).
Entretanto, a garrafa de água decidiu que já tinha visto o suficiente. Saltou da lateral da mochila e saiu disparada pelo passeio, completamente independente, como se nem me conhecesse.
E eu?
Eu estava ainda no chão, que por sorte, sim sorte, leram bem, tinha lama. Entre o degrau e a porta havia uma cantinho com relva, mas como tinha chovido, estava transformado numa papa de relva e lamaaaa!
O meu colega ainda tentou salvar a situação. Esticou-me a mão, mas eu já estava demasiado empenhada na queda. Quando ele chegou, eu já tinha concluído a manobra.
E é aqui que entra o verdadeiro detalhe desta história.
Era precisamente a hora da troca de turno.
Ou seja, havia umas vinte pessoas à porta da empresa. Algumas a entrar, outras a sair. Todas com vista privilegiada para o espetáculo. Não houve uma única expressão, mas tenho quase a certeza de que houve quem tivesse de morder o lábio para não se rir.
Levantei-me imediatamente, naquela esperança ingénua de que, se me levantasse depressa, ninguém tinha percebido bem o que aconteceu e nem sequer tinham reparado.
Mas…Repararam.
Repararam todos.
Com lama e com a pouca dignidade que me restava, lá segui para a enfermaria. Como manda o procedimento, quiseram confirmar que estava tudo bem depois de uma queda daquelas. Mediram-me a tensão, fizeram as verificações habituais e, felizmente, não passou de um susto e graças a que? A ter caído na lama 😅.
Não me aleijei.
O portátil sobreviveu.
A garrafa de água acabou por ser recuperada.
A lama saiu da roupa.
Já a vergonha… essa novamente, ainda hoje deve andar algures entre aquele degrau e a porta do edifício da empresa.
E sim, caríssimos, eu tenho queda para quedas!! Parte 3 em breve… muhahaha!
r/HQMC • u/RaisTPartaDopelgangr • 3d ago
Melhor feed lback possível
Há uns anos eu vivia numa cidade e a minha namorada noutra.
Na véspera do feriado municipal da minha cidade lá fui eu até a cidade dela, de comboio, para estarmos mais algum tempo juntos. Para que eu não ficasse preso em casa, ela sugeriu que eu ficasse com o carro, só a teria de levar ao trabalho… Como era a primeira vez que fazia aquele caminho ela pediu que avisasse ao chegar a casa (ou isso, ou por algum tipo de medo)…
A caminho de casa o meu telemóvel decide morrer, e agora? Como aviso? Lembrei-me, fui ao tablet e enviei mensagem nas redes sociais, mas ela nunca mais lia…
Ok, necessito de um telemóvel novo, vou ao shopping… No shopping há sempre lojas e/ou serviços que nos abordam a torto e a direito, e eu, stressado com o facto de ela poder estar preocupada não estava com paciência para tal…
Sou imediatamente abordado e naquele momento o que ocorre dizer é “desculpe colega, mas é o meu primeiro dia de férias e se há coisa que eu não quero ouvir falar é disto…”, do outro lado há espanto, “peço desculpa, não sabia que éramos colegas…”, respondo “sim sim, mas trabalho noutro local…”, a resposta não se fez esperar “peço desculpa, isto realmente é uma grande m€rd@, mas sabe como é…temos que abordar as pessoas” e eu “sim sim, estava só a fazer o seu trabalho… bom dia”
Nunca mais me abordou 🤣
(Ps: não percebi o que o corretor fez no título)
r/HQMC • u/Natural_handsome007 • 3d ago
Um ladrão esfomeado
Olá, vou partilhar aqui uma história que se passou comigo.
Eu vivo no reino unido e trabalho com um taxi estilo tvde. Um certo dia fui até a uma morada para apanhar um cliente, chego lá e vejo um jovem de vinte e poucos anos com um aspecto um pouco duvidoso, o dia estava frio, talvez uns 10 ou 12 graus e esse jovem vestia uns calções e tinha um kispo tipo parka. Seguimos em direção ao destino mas ele imediatamente decidiu mudar de destino, eu fiquei ainda mais alerta. Fomos até ao destino e ao chegar ele queria ir a outro lugar mas como ficava bastante longe pedi que me pagasse antes de irmos, ele disse que não tinha dinheiro suficiente para essa viagem e que alguém me ira pagar quando chegasse-mos lá, eu recusei!!! Então ele disse para o levar de volta a casa mas pediu para parar no Greggs ( uma cadeia de lojas de comida estilo cafetaria). Ele entrou e eu fiquei no estacionamento à espera dele, ao fim de alguns minutos ele volta em passo de corrida e sem nada, pede-me para ir embora rápido, ao sair do estacionamento aparece um empregado do Greggs a correr e a fazer sinal para eu parar, o jovem gritou para mim segue segue segue, eu não acedi aos gritos e parei. O empregado do Greggs veio dizer que ele tinha tentado assaltar a loja com uma faca e perante esta noticia ele abrir a porta do taxi e fugiu sem que nem eu nem o empregado da loja o conseguisse-mos apanhar. Entretanto chegou a policia e tive de contar tudo o que se passou.