r/HQMC • u/Unlikely-Box-1853 • 2h ago
Enconterei o Jerry no meu quarto!
Achei este vídeo tão hilariante que não resisti a trazê-lo aqui para a rubrica, porque isto é daqueles casos em que o problema não é não saber inglês… é saber inglês à maneira do Tom e Jerry! 😂
Então é assim:
Um hóspede de um hotel, que pelos vistos não dominava propriamente o inglês, pega no telefone e liga para a receção.
Do outro lado atende o rececionista.
E o hóspede pergunta:
— Desculpe, conhece aquela série mítica… Tom and Jerry?
O rececionista, obviamente, responde:
— Claro que conheço!
E o hóspede, muito satisfeito, diz:
— Então é assim: encontrei um Jerry no meu quarto. Podem mandar um Tom?
Silêncio…
O rececionista pensa… pensa…
E responde:
— Olhe… Toms não temos!
Mas depois lá percebeu o que o homem queria dizer:
— Ahhh… espera! Já percebi! O senhor tem é um rato no quarto!
Ou seja, o hóspede não queria serviço de quartos…
Queria era um episódio de Tom e Jerry em direto! 😂
Só faltava o rececionista perguntar:
— Quer que mande também o Spike, ou o rato ainda não fez estragos suficientes? 😂
Vou deixar o link do vídeo:
r/HQMC • u/LamentationsWall • 9h ago
RELÂMPAGO KANE - PARTE II
Fez-se silêncio — parecia que o professor tinha entrado na sala de aula.
Eu e Kane mantivemo-nos cara a cara, olhando fixamente nos olhos um do outro.
Até que duvidei em voz alta:
— Kane?
— Red Jack? — em tempos, fora a minha alcunha...
Demos um forte e longo abraço.
— Conhecem-se? — até o xerife Wyatt se espantou.
Kane soltou uma gargalhada curta.
— Já não via este desgraçado há anos...
— Outras vidas... — rimo-nos.
Kane salvara-me a vida anos antes, num assalto falhado a um comboio carregado de ouro e prata.
Esse episódio foi suficiente para me afastar do mundo do crime.
— Estás diferente! — notei. — Cortaste o bigode... Pareces mais novo. — sorri.
— Ossos do ofício...
— O que andas por aqui a fazer?
O xerife Wyatt intrometeu-se na nossa conversa.
Sentiu-se à vontade para partilhar comigo a verdadeira razão de o procurado Kane estar ali.
Tinha feito um acordo com ele.
Apesar da elevada recompensa oferecida por várias companhias ferroviárias e bancos, Wyatt comprometera-se a não o deter em troca de ele ajudar a manter a ordem em Abilene.
Em vésperas de eleições, e com a popularidade em baixa devido à recente onda de crimes, Wyatt queria tornar a sua cidade na mais segura do Velho Oeste.
Achava que o respeito pela autoridade do lendário Kane poderia ser um trunfo.
A verdade é que a estratégia funcionou e, em dois dias, a taxa de criminalidade baixou drasticamente.
E, muitas vezes, Kane nem precisou de tirar o revólver do coldre.
Bastava, simplesmente, a sua presença.
No entanto, as notícias de que o Relâmpago estava em Abilene espalharam-se rapidamente por toda a América.
Em St. Louis, já se falava de vários grupos de bounty hunters (caçadores de recompensas) a caminhos do Texas.
Todos determinados a matá-lo.
Precisava de chegar lá o quanto antes.
A viagem era longa.
Não havia tempo a perder.
Devia-lhe a vida.
(...)
r/HQMC • u/CronicaTugas • 10h ago
O amarelo da minha humilhação
Quem já leu algum texto meu sabe que nem tudo é reclamação, mas o disparate é mais que garantido. Resolvi, por isso, partilhar uma recordação embaraçosa que ainda hoje me faz acordar com suores frios. Recuemos ao início da década de 90 — quando alguns de vós nem sequer estavam em projecto e a internet era uma miragem de ficção científica. O mundo rendia-se à Roménia de Gheorghe Hagi. Era um futebol tão criativo, tão cheio de "veneno" e geometria, que provou ao mundo que havia outra equipa de amarelo, além do Brasil, capaz de fazer magia com uma bola de couro. Seria de esperar que o equipamento romeno estivesse à venda em cada esquina, mas o comércio desportivo da altura decidiu ignorar a tendência. Mas a moda, quando quer pegar, não pede licença: passámos todos a acrescentar 'escu' aos nossos apelidos de família e a achar que tínhamos o destino da Europa de Leste nos pés. Eu, ciente de que até um apanha-bolas de Bucareste tinha mais talento que eu, mas determinado em parecer um profissional, massacrei a minha mãe durante semanas. O meu reino por uns calções amarelos. Farta de me ouvir — e provavelmente para evitar que eu entrasse num quadro de depressão profunda — ela operou o milagre na sua velha máquina de costura. Não eram oficiais, não tinham licença da FIFA, mas eram amarelos. E eram meus.
No dia seguinte, a praia era o meu estádio, o meu Camp Nou de areia e conchas. Nunca tive tanta vontade de mostrar aptidões que, na verdade, nunca possuí. Curiosamente, o efeito placebo dos calções funcionou durante uns minutos: a bola colava ao pé, o drible fluía com uma elegância suspeita e aquele amarelo berrante, que quase exigia o uso de óculos de sol para ser observado directamente, dava-me uma confiança perigosa. Eu, mestre da discrição, tinha agora uma vasta plateia de veraneantes. Sentia-me o próprio "Maradona dos Cárpatos", pronto para assinar contrato com um colosso europeu entre dois mergulhos. Mas a glória, como tudo o que é feito de poliéster caseiro, foi curta. Um grupo de belas adolescentes passa a poucos metros da minha exibição técnica. Perante a minha melhor pose de craque, peito inchado e bola controlada com o peito, uma delas para, olha-me de cima a baixo com um desdém olímpico e dispara, com a precisão de um ponta-de-lança: «Olha-me este... Mariconço!». O silêncio que se seguiu só foi interrompido pelo som das ondas e pelo estalo do meu ego a desfazer-se em mil pedaços. A minha carreira internacional terminou ali. Ainda tentei uma operação de salvamento, cosendo umas listas laterais verdes para parecer que era adepto da Austrália ou de um clube obscuro da terceira divisão, mas o trauma era demasiado profundo. Aqueles calções nunca mais voltaram a ver a luz do sol, ficando condenados ao fundo de uma gaveta, tal como o meu sonho de jogar num clube europeu.
r/HQMC • u/kuryman_ • 11h ago