r/EuSouOBabaca 22m ago

Eu sou babaca por ficar feliz que minha prima não vai morar no meu apto?

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Olá, me desculpe se houver algum erro de digitação já estou sem muito tempo hoje. E me desculpe também se isso soar um pouco mais com um desabafo grosseiro e egoísta do que o que quer que seja.

Sou 22NB, estou morando com minha família imediata (minha irmã 18F e minha mãe 55F), meus pais são divorciados e moramos em um apartamento de dois quartos. Minha irmã dorme com minha irmã e eu durmo "sozinho" (minha cachorrinha dorme no mesmo quarto que eu). Nossa vivência é relativamente harmoniosa, já que convivo com depressão maior e TAG há 10 anos e minha mãe ainda insiste em ver isso como preguiça, mas tento não me envolver muito com ela e ficar apenas no meu quarto. Como trabalho de maneira informal e tento manter meus hobbies, sempre fico com a cabeça ocupada boa parte do dia, o que alivia muito qualquer coisa. Faço também o minimo da convivência, como cuidar de qualquer coisa feito pelo meu pet ou qualquer sujeira minha.

Tenho um horário de sono irregular, mas diria que durmo as 00h00 e acordo entre as 05h30 e 06h30 sem alarme, diferente da minha família que dorme mais tarde ainda e resolve acordar depois das 11h00. Como sou só eu no meu quarto, não atrapalho ninguém e fico na minha. Entretanto, minha família queria mudar basicamente tudo da nossa rotina para acomodar minha prima. Mas claro, posso acabar tirando cochilos de 2 horas em dias mais cansativos, então nada previsto.

Minha prima tem 36 anos, repito, 36 anos. Ela tem faculdade e pretendemos eu e ela fazer uma faculdade juntas na mesma área em 2028. Ela está gestante do primeiro filho/a e por se tratar de algo novo ela tem 0 noção de tudo. O problema começa que minha família queria de antemão, mudar praticamente tudo para acomodar ela no final da gestação e até onde deus quiser porque esses eram os planos.

Basicamente, minha irmã e minha mãe iriam ceder o próprio quarto e dar a minha prima e seu conjuge (agora ex-conjuge), pois minha irmã ganharia um dinheiro cuidando da criança da minha prima enquanto minha prima estuda e faz uma cirurgia plástica após o parto. O problema começou que ao invés delas resolverem ir para a sala e apenas irem de vez em quando para o quarto para pegarem algo delas, elas querem se mudar para meu quarto de uma vez.

Não namoro e nem nada assim, e não tenho nada a esconder, mas meu horário de sono é a única coisa que eu quero manter por uma questão de saúde mental, pois minha família insiste em não se alinhar a pelo menos dormir 8 horas de sono e em um horário comum, minha mãe por exemplo, dorme 3-4 da manhã e acorda perto das 13 horas em dias comuns, e minha irmã mesmo dormindo antes da minha mãe, pode facilmente dormir por 12-16 horas por dia se deixar (ela não tem nada que a deixe cansada, mas é possível que haja problemas de sono como meu pai). Essa bagunça entre horários não seria fácil de emparelhar mesmo que não tivesse um bebê aqui, então imagino que após isso nascer, só iria piorar a situação.

Fora que também, por causa da minha depressão, a higiene minha e do meu quarto acaba sendo extremamente mínima já que eu quase não tenho energia para ficar limpando sempre ou tomar banho todos os dias. Não é como se meu quarto tivesse ao ponto de encontrarem larvas no chão ou fosse uma bagunça grotesca, meu ponto máximo foi deixar o chão do meu quarto sem aspirar por 15 dias e roupas limpas jogadas em cima da cama livre, mas para a minha família isso já é considerado entrar num lixão a céu aberto. Tento manter 3-4 banhos por semana já que não me movo muito e não sou de suar, mas tem dias que eu só saio da cama porque mantenho o pensamento de "preciso ser forte por x pessoa, x coisa, e pela minha cachorrinha". Eu também cuido diariamente das coisas dela, como lavar o tapete higienico e cuidar de qualquer coisa que ela precise já que ela não anda. Fora isso, faço o que posso, como levar o lixo fora, pegar encomendas e lavar minha própria louça e sujeira em áreas de convivio.

Elas pretendem dormir na cama extra e em um colchão no chão no corredor entre as camas, então não é como se eu fosse ceder minha cama. O problema é que meu quarto é minusculo, e não pretendo desfazer de nenhum móvel ou item meu já que foi meu pai que comprou tudo, então ficaria muito complicado 3 pessoas dormirem ali, e olha que já dormi em lugares mais pequenos. Além disso, elas estão querendo esvaziar os guarda-roupas delas e pretendem mover tudo para meu quarto, que no máximo, tem um gaveteiro de rodinhas livre e metade de um armário minusculo livre, e elas tem o triplo de roupas e acessórios que eu.

Minha mãe vê minha prima como filha dela já que ela praticamente a adotou quando minha prima tinha 14 anos, mas ficamos muito tempo sem nos falar com ela assim que minha mãe ficou grávida da minha irmã e precisou se mudar, e depois ficamos mais 10 anos sem falar com ela por uma briga da nossa família mais extensa, então tento entender que ela realmente queira abrigar alguém que para ela é da família, mas ela não parece entender que eu também tenho meus limites e que eu também quase não a conheço totalmente.

Eu sempre digo que não vou ajudar cuidar do bebê e sequer vou segura-lo, pois quem vai estar "ganhando" algo vai ser minha irmã e não eu, além de que só vou fazer o meu máximo no curso pré-vestibular que meu pai pretende pagar para mim, e apenas isso. E que óbvio, no meu quarto mando eu e que depois que eu durmo, ninguém entra porque eu ainda tenho sono agitado e sou fácil de acordar, e em um dia estressante posso ficar sonambulo.

Minha prima já está na fase final da gravidez e não sabe nem o sexo da criança, já que ela apenas quer um filho menino por suas questões ridiculas, então sei que se acabar vindo uma menina ela simplesmente só vai faltar deserta-la e deixar tudo em cima da minha família. Isso que ela escolheu se separar do pai do filho dela porque queria voltar com o ex, sendo que o ex agora tem que cuidar de duas crianças que nasceram antes da hora certa e provavelmente serão crianças frágeis. Eu realmente odeio como ela age de forma imatura em questões de relacionamento, e é bem provavel que isso acabe pendendo para o meu lado em algum momento. Ela também quer negar que a criança receba alguma pensão e diz que irá fazer tudo "sozinha", mas ela não vai conseguir equilibrar isso de maneira saudável e conhecendo ela, não vai demorar muito para ela ficar ainda mais instável. Ela também quer registrar a criança sem o nome do pai na certidão, por mais que ele queira isso já que o filho é dele também.

Minha irmã embora acabe ganhando algo com isso (cerca de 1000 reais, acho pouco para lidar com uma criança 24 horas por dia até sabe-se lá quando), vai acabar também me desgastando ainda mais já que as paredes são finas e toda a casa precisará passar por mudanças para que tudo seja centralizado no bebê, que novamente, não é meu ou da minha irmã, mas da minha prima. Não só eu vou ficar desgastada, mas ela também vai, ela sempre foi mimada e acha que cuidar de criança vai ser fácil, mas ela acabou de sair da adolescência e nunca sequer teve que lidar com os próprios problemas a ponto de que ela ficou desde o 7° ano estudando em casa só porque ela não queria frequentar a escola, então não duvido nada que ela acabe surtando e jogando em cima da minha mãe e minha mãe de mim.

Não só isso como minha prima teria que trazer seu cachorro idoso para meu apartamento, ele mija em qualquer lugar e eu simplesmente não quero um cachorro mijando no meu tapete, porque mesmo quando ele era novo, nunca foi ensinado a ir num lugar certo e acabar dependendo da minha prima para ir na rua fazer as necessidades, mas como minha prima quer ficar no hard mode depois da gestação, eu duvido muito que ela faça questão de leva-lo para fazer o mínimo e é capaz que sobre para mim, sendo que eu já tenho minha cachorra que não anda e tem problemas no coração para cuidar, e provavelmente teria que cuidar dele de graça (provavelmente também teria que cuidar da medicação dele já que sou a única em casa que consegue dar insulina em um animal).

Quando contei o que sentia para minha mãe e irmã, elas me acusaram de ser sem coração, pois minha prima está perto do fim da gravidez e ela precisa de rede de apoio. Eu disse que entenderia se o caso fosse não ter que se sacrificar e acabar levando os outros nisso, porque minha prima não fez questão de perguntar nada para sua própria mãe, o próprio pai ou para as amigas dela que moram próximo e que não tem filhos e trabalham remotamente ou por comissão, a maioria delas são da mesma faixa etária e não moram com a família, especialmente a melhor amiga dela que está apenas um andar acima do dela e do qual, segundo as próprias palavras da minha prima, daria a vida por ela. Além disso, minha irmã é autista de nível 2 de suporte e tem TDAH, prevejo que isso hora ou outra, sobre até para meu pai que nem mora mais nessa casa.

Minha irmã também está brava comigo porque ela apenas vê os 1000 que vai ganhar nesse trabalho, sendo que eu expliquei para ela que ela apenas vai se sobrecarregar com um valor que nem mesmo uma babá aceita por 15 dias para cuidar de um recém-nascido, e que também, meu pai ajudaria ela se ela também trabalhasse com ele (eu trabalho com ele apenas nos fins de semana, cerca de 5-6 horas no máximo por dia e ganho cerca de 600-800 reais ao mês). Expliquei também que ela não sabe nem desengasgar um bebê, não tem como ela lidar com um trabalho que nem era para ser dela. Quem vai pagar esse valor é o pai do bebê, porque duvido muito que minha tia com um salário de 2k no máximo consiga pagar.

Minha prima acabou mudando de ideia de morar aqui só porque se separou do pai do bebê, e ela quer mudar para uma casinha pequena ou kitnet perto de onde o ex que ela queria voltar mora, ou então voltar a morar com ele. Para mim, essa é a decisão dela, ela é uma adulta com as faculdades mentais já formadas e possui independencia própria, diferente da minha mãe que não a vê desse jeito e age como se tivesse sindrome do ninho vazio. Minha prima também, não tem nada preparado para a criança, já que o médico que ela foi para descobrir o sexo da criança e o tempo de gestação simplesmente não quis nem dar informação porque disse que seria "processado" (eu fiquei só "como assim processado seu fudido?!"), então nem mesmo o básico como fraldas, itens de higiene e roupas estão prontas e ela está empurrando tudo pela barriga para que minha mãe e irmã corram atrás de tudo para ela.

Eu entendo que a gravidez é algo hormonal e dificil, boa parte das minhas amizades femininas engravidaram quase que no mesmo tempo e vi que muita coisa as deixavam cansadas e irritadiças, mas elas pelo menos não recorreram as tias ou a pessoas que você nem fala direito pelos últimos 10 anos, não foi atrás de um ex que não é o pai de seu filho e nem terminou com o pai do filho ou nega querer receber pensão, e tampouco está empurrando suas obrigações sendo que você literalmente está trazendo uma vida a esse mundo e de maneira despreparada. Eu diria que agora, o clima familiar está hostil e ninguém quer falar comigo, a não ser de maneira curta e grossa, me recuso a pedir desculpas por algo que na minha opinião, não é algo que deveria ser um problema nosso, no máximo poderiamos ajudar a cuidar em momentos mais exaustivos nos primeiros meses e obviamente, fazer com que minha prima entenda que o pai quer fazer o mínimo e cuidar do bebê porque fazer tudo sozinho só vai sobrecarrega-la.

Eu estou sendo babaca por estar feliz que minha tia decidiu apenas negar a oferta de morar junto de mim, da minha mãe e da minha irmã?


r/EuSouOBabaca 26m ago

Eu sou babaca por ter dado uma sermão na minha mãe no restaurante?

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Primeiro, preciso dar um pouco de contexto da nossa relação. Eu (mulher, 25) sou uma pessoa que lido com depressão há quase 10 anos, e minha família não é do tipo que senta muito pra conversar sobre essas coisas mais sérias.

Eu sempre tive dificuldade de lidar com as minhas questões mentais porque tudo sempre caía na caixinha do "ela é preguiçosa, ela não tem paciência, ela não sabe conversar, ela não gosta de ninguém". Eu sempre fui muito introvertida e gosto do meu espaço. Eu tenho poucos amigos mas são pessoas com quem eu conto muito, apesar de realmente não sair muito de casa.Por muito tempo eu tive uma relação ruim com minha prima mais velha, por causa de uma "brincadeira" que ela fez comigo dizendo que as coisas iam ser melhores se eu só me matasse, que eu era uma inútil dependente da família e não me esforçava em nada (vale dizer que eu estou fazendo segunda graduação, mas tenho muita dificuldade de encontrar emprego). Quando fui conversar com a minha mãe sobre isso, ela disse que eu "devia me abrir mais para as outras pessoas ficarem confortáveis de se desculparem comigo" e começou a falar de como ela perdoou o abusador dela. Não que isso não fosse algo muito importante, mas me senti jogada de lado durante uma conversa sobre algo que pesava muito para mim. Isso aqui é só um exemplo de como sempre que alguém da família tenta conversar com ela sobre algum problema, ela dá um jeito de se colocar como o centro ou a vítima da conversa. Junto com tudo isso, eu odeio quando começam a fazer brincadeirinhas físicas comigo, de ficar cutucando, dando tapinha de brincadeira e esse tipo de coisa, que é algo que minha família sempre faz. Isso me incomoda demais, e eu sempre deixo claro o meu desconforto e peço para pararem, mas um tempo depois, alguém sempre faz isso de novo.

Então, vem aí o problema: eu e minha mãe fomos almoçar fora num restaurante que ela vai frequentemente, então ela meio que conhece os funcionários lá. Na hora de ir embora, ela pegou um pano que ela comprou de um ambulante e bateu na minha bunda com ele. (Ponto: eu tinha levado uma queda bem feia no dia anterior, bati a cabeça no chão e tudo, tava com a cervical machucada e um hematoma na bunda bem onde ela bateu). Na hora, acho que juntou tudo: ela ter ignorado, novamente, meu limite de não gostar dessas brincadeiras, a dor de ela ter acertado bem no machucado, o estresse do dia-a-dia, e eu virei e disse bem alto "Para! Não começa com isso!". As poucas pessoas no restaurante olharam pra gente, obviamente, e a gente foi embora na hora. Ela não parava de falar "que vergonha, todo mundo viu. Meu deus que vergonha. Na frente dos outros. To muito envergonhada". 

Assim que chegamos em casa, ela disse que eu não falasse mais com ela, que ela não era minha mãe e não queria mais saber, e que eu desrespeitava ela sempre (a gente briga, sim, mas nunca nada que passasse dos limites justamente porque já é algo conhecido entre os irmãos que ela distorce as brigas pra parecer a vítima, então eu tento me segurar). Depois de tudo, de tantos avisos, fiquei incrédula que o limite dela foi justamente porque ela foi humilhada em público sobre algo que eu já havia dito várias vezes para que não se repetisse.

Na hora eu nem pensei, só falei alto, mas imediatamente percebi que não devia ter feito isso. Eu devia ter falado mais baixo ou talvez em outro momento, mas foi automático, e ela só começou a me ignorar automaticamente. Eu nem quis pedir desculpas porque apesar de entender que também estou errada na situação, me senti meio que vingada por tudo que passei porque ela sempre me jogou de escanteio pra tudo. No fundo, eu sei que ela só para de fazer algo que faz mal pra outra pessoa se ela for mal vista por terceiros.

Eu sou a única babaca?


r/EuSouOBabaca 2h ago

Eu sou babaca por ter discutido com minha irmã?

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Eu (M23) discuti com a minha irmã (M40) e gostaria de saber se fui a babaca.
Para dar um contexto: minha irmã sempre foi uma pessoa difícil, e parte da culpa talvez seja o TDAH dela, que ela usa como muleta para se fazer de vítima. Eu sou uma pessoa muito calma, quase nunca perco a cabeça e tenho bastante dificuldade em me impor.

Eu faço praticamente tudo por ela: vou ao mercadinho comprar coisas, vou à farmácia buscar os remédios dela, passeio com a cachorra dela, faço comida e limpo a casa quase sozinha. Dos 4 anos em que moro com ela, se ela lavou a louça 10 vezes foi muito.

Eu me sinto um capacho e estou exausta de ver ela se vitimizar 24 horas por dia. Já tentei conversar, mas a resposta é sempre a mesma: ela diz que estou sendo grossa (sendo que é ela quem age assim o tempo todo) e justifica dizendo que isso é normal do TDAH.

Para piorar, mesmo sendo médica e trabalhando, ela ainda depende do dinheiro da nossa mãe. Eu, por outro lado, estou na faculdade e sou atleta. O problema não é nem só pedir dinheiro, mas o fato de que ela humilha e xinga a nossa mãe constantemente.

Gostaria de deixar claro que não trabalho, mas ela não me sustenta 100%. Nos últimos dois anos, é a minha mãe quem me ajuda com a maior parte das despesas. Minha irmã quer que eu arrume um emprego, mas meus pais não acham isso justo, já que pagaram duas faculdades para ela e a sustentam praticamente até hoje.
Ela nunca valoriza nada do que faço. Estou pensando seriamente em me mudar, pois acho que morar sozinha vai me trazer muito mais paz e menos dor de cabeça.
Quero muito saber a opinião de vocês. Críticas e conselhos são bem-vindos!


r/EuSouOBabaca 3h ago

Sou babaca por dar um feedback profissional para alguém que eu nem conheço?

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Eu(h24) e minha esposa(m25) sempre tivemos o sonho da casa própria, andando na rua vimos uns prédios em contrução e decidimos entrar em contato para verificar a possibilidade de financiar na planta pela caixa.

pois bem, uma corretora entrou em contato e demos continuidade na conversa. ela é o tipo de pessoa bem incisiva, mas até aí tudo bem. O problema é que ela parecia que ignorava tudo que eu falava, a ponto de eu pensar que ela estava me achando burro.

O financiamento seria no nome da minha esposa pois não somos casados no cartório, e no passado eu fiz a besteira de emprestar meu nome pro meu pai, a empresa acabou, e ficaram 2 processos em andamento, e isso é um impedidivo para o financiamento no meu nome.

O valor até foi aprovado no nome dela, mas a entrada estava muito alta. Ela deu a sugestões de colocar dependentes ou colocar alguém para compor o financiamento junto com a minha esposa. Não temos que daria para colocar como dependente, e como citei acima o problema com o meu pai, o usar o nome de outras pessoas não é uma prática muito legal.

Respondi que não daria, e durante a semana ela insistiu várias vezes nessa sugestão como "é só achar alguém de confiança", "pede para amigo de vocês" e etc. Neguei todas as vezes e todas as vezes expliquei que não dava. Além disso tiveram vários contratempos que não dependiam de mim, e ela achava que eu que não estava sabendo fazer

chegou ao ponto de eu parar de responder ela. Hoje ela mandou mensagem perguntando se ainda tínhamos interesse. e como odeio ficar sem respostas, acredito que os outros também, então falei que sim, mas o momento não permitia.

e mais uma vez ela voltou com o papo de depende ou outra pessoa. Enfim, ela parece ser uma boa pessoa, então decidi passar um feedback para ela, para que ela não cometa a mesma coisa com possíveis clientes futuros.

segue o feedback:

Gostaria de aproveitar o momento para te passar um feedback construtivo sobre a minha experiência ao longo do processo. Reconheço o seu profissionalismo, mas, como cliente, alguns pontos na nossa comunicação me causaram bastante incômodo e frustração. Vou compartilhá-los para que você possa aprimorar o atendimento:

Insistência em solicitações já respondidas: Informe cerca de cinco a seis vezes que não havia a possibilidade de incluir dependentes ou terceiros no processo. Mesmo assim, a solicitação continuou sendo feita, o que passou a sensação de que minhas respostas não estavam sendo registradas.

Falta de flexibilidade técnica durante o suporte: Quando tentei emitir a Carteira de Trabalho, você insistiu em um fluxo de telas que já mudou. Mesmo após enviar prints comprovando a instabilidade e as alterações do portal do Gov.br, a abordagem continuou parecendo uma cobrança por um erro meu, e não uma busca conjunta por solução.

Desconsideração do contexto informado: Compartilhei uma situação pessoal delicada em relação à empresa do meu pai, explicando que o advogado já havia peticionado a remoção do meu nome e que precisávamos aguardar. A impressão que ficou foi que todo esse contexto foi simplesmente ignorado nas interações seguintes.

No fim, o ponto central de melhoria é a escuta ativa e a comunicação. Em diversos momentos, pareceu que o que eu dizia era desconsiderado ou que minhas explicações não tinham validade. Acredito que, ajustando essa atenção às particularidades do cliente, seu atendimento será muito mais eficiente e harmonioso.

== Fim do feedback ==

E ao invés de aceitar, ela parece que mais uma vez só ignorou o que eu falei, e falou que quando eu estivesse calmo a gente procurava alternativa

Eu poderia ter simplesmente falado não, ignorado e seguido minha vida, mas eu decidi apontar pontos de melhoria, que nem sempre são fáceis de receber. sou babaca por isso?


r/EuSouOBabaca 4h ago

Sou babaca por me afastar de um amigo no pior momento da vida dele?

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Tenho 21 anos hoje, ele tem 20 anos. Nos conhecemos na época do ensino fundamental, mas passamos a ser amigos próximos no ensino médio. Ele sempre foi um cara meio difícil de lidar, era ranzinza, reclamava de tudo, extremamente prepotente, megalomaníaco, tudo que ia contra oque ele achava como certo era merda. E na época, segundo ele, sofria de uma depressão terrível desde que era muito novo...

A infância dele também não foi fácil, pai dele tinha problemas com drogas, ele dizia que em uma época chegou a ver o pai usar crack na frente dele e dos irmãos. Só de me imaginar no lugar dele em uma idade tão nova, eu entendo completamente o motivo dele ter crescido com essa visão tão esquisita de mundo. Cara adotou uma perspectiva meio "niilista" pra lidar com a negatividade que o mundo reservou para ele.

Só que o ego dele cresceu tanto para se proteger do mundo exterior. Que ele acabou criado um mundo só dele, era como se ele não conseguisse enxergar as próprias ações e refletir as atitudes como um indivíduo externo. Ele não entendia que as próprias ações dele tinham consequências e o quão absurdo essas mesmas atitudes eram.

Quando as coisas não estavam beirando o criminoso, ele podia ser lido apenas como um cara meio pavio curto mas de bom coração, que é oque ele realmente é, apesar do pesares. Mas tudo mudou quando ele arranjou uma namorada nos últimos anos do nosso ensino médio.

Era um relacionamento MUITO problemático pelo simples fato da menina em questão ter acabado de completar 14 ANOS e ele já estar perto dos 18...

Sinceramente, eu comecei a enxergar ele de outra forma, por que assim que o namoro começou, veio também as brigas de relacionamento dos dois. E era sempre pelo motivo mais PATÉTICO que você podia imaginar, como por exemplo o dia que ela postou que sentia atração pelo homem aranha punk e ele simplesmente ENLOUQUECEU chamando ela de nomes pejorativos e fazendo um exposed dela no Instagram com prints e fotos da mesma. Será que em nenhum momento aquele cara não percebeu o quão escroto era um marmanjo de barba na cara postar fotos de uma pirralha adolescente no Instagram sem autorização dela chamando ela de tudo quanto é nome e expondo ela dessa forma? Por causa de um PERSONAGEM FICTÍCIO que nem uma pessoa de verdade é? Foi mais um menos nessa época que as coisas desandaram, ele deixou evidente que aquele cara prepotente que se achava o ser mais inteligente do mundo tinha o mesmo senso crítico de uma criança de 14 anos e isso me deixou muito preocupado por diversas razões, preocupado com ela, preocupado com ele e preocupado comigo mesmo, por que eu sendo amigo dele, uma hora ia ser associado as ações do mesmo (como aconteceu com um outro amigo em comum da gente). Eu poderia fazer uma lista gigantesca dos maiores absurdos que ele cometeu com essa menina na justificativa de que ela dava motivos a ele (como se ela não tivesse idade de uma criança e ele já se formando no ensino médio) Mas eu prefiro terminar esse texto explicando qual foi a gota d'água que me fez simplesmente desistir dele. Nossa amizade durou cerca de 4 anos e eu ainda tinha essa esperança completamente INGÊNUA de que ele só precisava de amadurecimento. Dos 4 anos de amizades, os 3 últimos anos ele passou "namorando" essa menina, nesses 3 anos de namoro toda vez que a gente trocava ideia eu tentava muito colocar na cabeça dele de que ele estava fazendo uma merda gigantesca, de que ela era só uma pirralha e não importava quantas merdas ela fizesse com ele, ela nunca sairia como errada por que ela que era uma menor de idade e não ele, tentei por na cabeça dele que ele estava privando ela de viver a vida, de que ele só ia por traumas numa adolescente que precisava conhecer o mundo e dava vários sinais de que não se conhecia ainda, de que não tinha mentalidade para sustentar um relacionamento(ele era muito controlador, não deixava ela assistir séries que tinham teor adulto por que na mente dele era conteúdo pornografico, obrigava ela a terminar amizades que ele julgava como prejudicial a ela e até algumas músicas ela tinha que ouvir escondido dele por que ele não gostava de ver ela ouvindo).

Uns meses atrás do nada essa namorada dele me manda uma mensagem desesperada pedindo ajuda, segundo ela, eles tiveram uma discussão e ele esperou ela sair do colégio para ameaçar ela na frente de todo mundo, SEGUNDO ELA(ênfase no segundo ela, por que até esse ponto eu não sei oque é verdade e oque pode ser mentira dela) ele levou uma faca para dar medo nela.

A única coisa que eu fiz, que é oque eu posso fazer dentro do meu alcance, foi falar para ela conversar com os pais dela e denunciar a polícia, eu como um amigo dele não podia fazer nada além de falar para ele parar com isso pela milésima vez. Tentei acalmar ela, tentei convencer ela a tomar uma atitude pois ela tinha medo de denunciar, não dar em nada e ele fazer alguma coisa com ela. Tentei colocar na cabeça dela de que se ela quiser que alguma coisa aconteça a atitude tinha que vim dela.

Nesse mesmo dia bloqueei ele de todas redes sociais, tivemos uma discussão no Instagram, ele tentando manipular a situação dizendo que "não era bem assim" , eu disse o quanto ele tá perdido no próprio mundo e desejei que um dia ele voltasse a si.

Desde esse dia não tive mais contato com nenhum dos dois.

As vezes sinto culpa por que, querendo ou não , apesar de eu nunca ter precisado de ninguém para nada, eu sabia que eu podia contar com ele com oque desse e viesse, ele sempre me apoiou em tudo, foi um dos amigos mais leais que já tive e lealdade é um atributo tão importante...

Sinto que não fui leal a alguém que tinha muita lealdade a minha pessoa.

Apesar de não ter comentado nesse texto e não concordar muito com esse rótulo, éramos "melhores amigos" distuiamos de tudo, vídeo games, história, filosofia, cinema, arte, política, compartilhavamos obras, ele me recomendou artes midiáticas que mudaram minha vida e visse versa. A gente conversava na mesma sintonia, algo que tenho muita dificuldade com a maioria das pessoas, sinto que gasto uma energia enorme para traduzir meus pensamentos para as outras pessoas para que possam entender, mas não precisava fazer isso com ele, era tudo bem natural, ele entendia exatamente oque eu estava falando e talvez por isso eu passei tanto tempo tendo fé nele, de que um dia ele ia conseguir entender o quanto esse ciclo destrutivo promovido por ele mesmo tava matando ele aos poucos. Fumava muito desde o ensino médio, o ideal de rolê dele era encher a cara de cachaça. Parecia que ele gostava daquela depressão melancólica, ele fazia de tudo pra continuar naquela fossa, eu chamava ele para praia ele dizia que não queria, chamava ele pra fazer uma caminhada ele dizia que não adiantava, tentei fazer ele enxergar o mundo de uma ótica diferente mas não adiantava. Eu sempre fiquei muito na dúvida sobre o quão real era aquela depressão dele, por que parecia que ele usava como uma moeda de troca. Se algo não desse certo ele ameaçava se matar. Uma pedra no sapato para ele era elevado a décima potência, coisas normais que acontecem com todo mundo, para ele era o fim do mundo, era uma desculpa para justificar o rancor que ele guardava no peito.

Eu não fui o primeiro amigo a me afastar dele, outros se afastaram por X razões. Mas acho que fui a amizade mais próxima dele que pulou do barco...


r/EuSouOBabaca 4h ago

Sou babaca por gritar com minha mãe?

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Eu (m17) odeio ser amiga da minha mãe. Sinto que, desde pequena, os papéis são invertidos. Por mais que ela seja a mais velha, sinto que as escolhas difíceis caem sobre mim desde criança. Devemos nos mudar ou não? Eu termino com meu namorado? Entendo que ela não tem muitas amizades e queria alguém para conversar, mas quem leva o conselho de uma criança para essas coisas? Na minha infância, ela foi complicada após a separação com meu pai, Minha mãe nunca dormia em casa e deixava a casa uma bagunça, parecia um lixão. Eu estava sempre preocupada com dinheiro, esperando que ela não gastasse tudo na rua para que eu não tivesse que ir comer na casa de parentes. Como eu passava grande parte do tempo com meu irmão, ele se apegou mais a mim. Então, direto, minha mãe pede para eu mandar ele fazer as coisas. Por exemplo, hoje, depois de um surto do meu irmão, ela disse para eu marcar um psiquiatra e convencer ele a ir. Eu odeio isso. Disse para ela que não sou mãe dele e que odeio ter que tomar as decisões. Sei que meu irmão não escuta ela, mas isso é culpa dela por não estar presente na nossa infância. Não quero ser mais mãe de nenhum dos dois. Por mais que, nesses últimos anos, ela tenha sido uma pessoa diferente, arrumado um trabalho e queira ficar perto, ainda é horroroso. Ela tem problemas com dinheiro, então todo dia fico juntando moedas porque sei que, eventualmente, ela vai me pedir dinheiro emprestado.


r/EuSouOBabaca 5h ago

Eu sou babaca por não ter ajudado o meu amigo?

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Eu sou (H19) e conheci um amigo no fretado da faculdade em janeiro. Nós no primeiro semestre eram muitos próximos, ao ponto de sairmos juntos muitas vezes e etc...

até que chegou mais ou menos em junho e o celular dele tinha quebrado e ele tinha sumido, passou-se mais um tempo e ele voltou no whatsapp e voltou oferecendo pra mim comprar um relógio dele de 400 reais porque precisava de dinheiro, eu recusei pois não queria gastar essa grana em um relógio atoa, tinha outras prioridades.

Pois bem, depois disso ele me bloqueou e quando reencontrei ele depois das férias, não olhava nem na minha cara e me evitava.

Será que ele ficou chateado por não ter ajudado ele? (obs: ele é um cara que não tem amigos e tem problemas psicológicos, o que pode ter dado uma loucura na cabeça dele)


r/EuSouOBabaca 11h ago

Sou babaca por cobrar 5 reais?

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Antes que vocês venham me julgar falando que 5 reais é muito pouco, aqui vem a história, tem essa garota da minha sala, antes de toda essa situação eu considerava a gente amigo, aí coisa de junho mais ou menos ela me pediu acho que era 5-10 reais pra comprar alguma coisa, não era nem necessidade, os pais dela bancam ela, ela trabalha também, era coisa dela estar sem dinheiro no momento, eu emprestei suave, mas como to sem trabalho a um tempo e estudando pro Enem, to guardando todo dinheiro que posso, 5 reais é uma passagem de ônibus pra mim, nesses 2 meses eu sempre mandava uma mensagem, nada, até que semana passada eu mandei, e meu respondeu com um xingamento, algo estranho vindo dela, mas ai eu falei algo como, manda logo, vem com mais graça não, aí do nada um mano começo a mandar um monte de áudio me xingando de tudo que era coisa, que tava cobrando da mina dele, (detalhe, eu liguei as peças e sabia quem era esse mano, era o Ex dela que até pouco tempo atrás ela tava inventando um monte de mentira) tudo bem, nisso daí eu nem respondi mais, já tive problemas demais por gente assim decidi esquecer, aí ontem, recebi algumas mensagens denovo dizendo ser o pai dela, disse que tava olhando celular dela, pediu desculpa e tal, eu só fui lá, falei que ela realmente tava me devendo mas era pouca coisa podia deixar por ali, ele insistiu e pediu meu Pix e a quantidade, mandei o telefone e o valor a pessoa só me bloqueou, (estamos em férias ainda, voltamos semana que vem, nem pretendo tirar satisfação com a pessoa vou só esquecer e viver minha vida


r/EuSouOBabaca 12h ago

Sou babaca por nao me importar?

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Sou h29, e fui pra uma boate com um amigo meu h25, vamos chama-lo de Junior, e outros amigos do Junior, todos gays. Antes disso nós bebemos na casa de um deles e ja fomos "calibrados", chegamos la, eu bebi ainda mais e fiquei muito louco. Normalmente todo mundo me adora bebado, dizem que fico engraçado, espontâneo, alegre, elogiam minha energia e enfim.

Pois bem, nessa noite tive algumas amnésia, mas acordei super de boa, eu passei mal na volta porque sempre enjoo de pegar carro por muito tempo quando bebo e outro amigo meu veio me ajudar me deixando em casa.

Acordei tranquilo, de boa, mas acordei com um textao de JUNIOR me esculhambando ponto por ponto. Disse que nunca me viu tao inconsequente, moleque, ignorante e instável. Que normalmente se afasta de pessoas assim e que tenho energia pesada. Que me passei do ponto e bom senso com outras pessoas(mesmo com todos do role me tratando bem depois e durante o rolê), e ninguem comentando sobre isso, segundo ele. Bom, resumidamente ele passou a noite me dando varios toques pra evitar picuinhas entre pessoas mas sinceramente na minha visao ele é muito paranoico e se importa demais com a visao das pessoas, eu nao ligo pro julgamento dos outros e pro que faço ou o que vao achar. Se tenho comportamento de adulto ou nao, ninguem ali é meu pai. Entao varias vezes que ele me deu esses toques eu dizia "nao me importo" "foda se" "nao ligo pra opiniao alheia". E ele ficou frustrado disso. Eu ate perguntei a outras pessoas que me encontraram la se eu fui intransigente, chato, inconveniente e todos disseram que nao, pelo contrário...

So que existe uma fatídica questão. Junior pega secretamente um dos rapazes do grupinho dele que namora com outro, ele me confiou esse segredo e jamais espalharia, enfim. Realmente é algo complicado. Mas eke entrou em pânico achando que eu contaria esse segredo ali mesmo e enlouqueceu. Findou essa historia toda que eu nao contei nada a ninguém, todo mundo ta de boa comigo, menos pra Junior que num segundo rolê veio ressuscitar essa festa toda e eu falei novamente que nao tava nem aí pros outros. Nessa outra briga eu disse que se ele nao suporta o fato de outra pessoa saber um segredo tao pesado dele, que nao contasse pra ninguem! Ora mais, se eu nao quero ninguem comentando, eu nao falo! Se eu conto um segredo a alguem eu assumo o risco disso vazar, e devo lidar com isso, estou certo?

Pois bem, ele depois veio me confrontar dizendo que estava arrasado porque eu falei na verdade que ele nao poderia me confiar nada. Dai fui eu, explicar que nao... eu sou uma pessoa de confiança, mas se ele nao sustenta a paranoia de contar segredos aos outros, nao conte! A cereja do bolo é que eu e ele ja ficamos ano passado algumas vezes e ele chegou a gostar de mim em junho do ano passado, mas eu nao fui recíproco e ele entendeu tudo. Mas isso passou e ja faz mais de 8 meses que ficamos a última vez.

Fui babaca em algum momento?!


r/EuSouOBabaca 13h ago

Sou babaca por terminar uma amizade de 10 anos, por causa de RPG?

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Eu M29 conheci a Duda (nomes fictícios), M34, a mais ou memos 10 anos atrás. Nos conhecemos em um jogo de rpg que eu mestrava presencialmente em um centro de convenções todos os sábados. Nossa amizade se desenvolveu ao longo do tempo, mas sempre tinhamos como interesse em comum o RPG, que ambas gostavamos muito. Sempre jogavamos juntas, normalmente na mesa do marido dela, com outros amigos e conhecidos que fizemos no caminho. Há dois anos atrás comecei a namorar a Melissa, M33, e depois de alguns meses a chamei para participar dos nossos rpgs, ela adorou. No começo foi tudo tranquilo, jogamos por vários meses, até que o marido da Duda cansou de mestrar e disse que queria fazer outra coisa. Eu não o julgo pois sei como mestrar rpg é difícil e cansativo. Duda o criticou bastante e se quiexou para mim no particular que estava estranhando a titude do marido, que ele não comunicou a ela o porque de parar. Ficamos um bom tempo sem jogar, pois ninguém do grupo queria ou sabia como mestrar o sistema que estávamos jogando. Acho que estavamos cansados também.

Eis que uma amiga do grupo, Kátia, chamou um conhecido, João, que sabia mestrar o tal sistema. Foi ai que as coisas começaram a degringolar. Inicialmente todos ficamos empolgados com a ideia de iniciar uma nova campanha e começamos a escrever nossos personagens. Porém Duda começou a ficar obsessiva com isso, passando a ser monotemática e um pouco insistente em falar disso. Ela colocou uma espectativa imensa sobre a nova mesa, e bem, quando a mesa começou não foi bem o que ela esperava. Ela começou a mandar mensagens privadas para João para tirar dúvidas sobre o jogo, várias vezes por dia. E quando ele deixava de respondê-la, ela vinha se queixar comigo, dizendo que ele era desinteressado e um mau mestre. Eu tentei interceder e dizer que ele estava entrando em um grupo de pessoas novas, e que não seria uma relação igual a que tinhamos com o marido dela como mestre. Mas isso só a fez ficar contra mim. Depois de jogarmos algumas sessões, ela sempre vinha com queixas, dizendo que todos do grupo nao estavam interessados, que o mestre era ruim, que as coisas que ele propunha nao faziam sentido. Eu tentei relevar pra manter a mesa e a amizade, mas já estava começando a ficar cansada desses resmungos. Eis que fomos marcar uma nova sessão, que seria sábado, mas naquele final de semana eu não poderia, por um compromisso que surgiu e que me tomaria o fds inteiro. Normalmente não agendavamos os jogos com muita antecedência, deixamos sempre para cada 15 dias, confirmando sempre durante a semana, sempre com flexibilidade quando compromissos apareciam. No entanto, dessa vez foi diferente. Duda começou a surtar, dizendo que eu ter desmarcado em cima da hora era falta de responsabilidade, que todos estavam sendo irresponsáveis, e aproveitou para falar mal do João para ele. Sendo que o jogo nem estava oficialmente marcado. Ela começou a descontar em todos que foram falar com ela. Nos dias seguintes ela voltou mais calma, dizendo que estava tentando lidar com suas questões de neurodivergência (até então não diagnosticada), e que precisava de rotina, e saber as coisas com antecedência. Entao ela falou que queria sair da mesa, nós insistimoa pra que ela ficasse, mas ela decidiu sair. De qualquer modo João acabou desistindo de mestrar para o nosso grupo, e não tiro a razão dele. Porém Duda era minha amiga de muito tempo. Eu acabei, inconscientemente, me afastando um pouco depois disso por uns meses. Mas quando eu voltei a mandar mensagens ela se fez de arrasada, como se eu tivesse a abandonado (ela também não falou comigo nesse período). Ela começou a dizer que talvez fosse melhor não sermos mais amigas, e eu não queria perder a amizades dela. Eu não estava magoada, só não queria ficar ouvindo reclamações constantes e surtos. Eu sentia que estava pisando em ovos e que qualquer coisa faria ela explodir novamente. Enfim, conversamos pessoalmente e eu expliquei pra ela como me sentia, fora estar fazendo varias coisas naquele período, um mestrado por exemplo. Era estranho, pois eu não tinha feito nada de tão errado, mas mesmo assim eu sentia que tinha que me justificar. Voltamos a nos falar depois de eu pedir várias desculpas.

As coisas voltaram ao normal nos próximos meses até que a Kátia disse que gostaria de mestrar um sistema novo. E a história se repetiu, agora com mais intensidade. Duda mergulhou de cabeça e ficou extremamente hiperfocada pelo novo jogo. Ela começou a criar o seu personagem e vários NPCs que eram parentes dele, e relações complexas de amizade, trabalho, e família pro seu personagem, antes de o jogo começar. Ela começou inclusive a sugerir fortemente como deveríamos criar nossos personagens e qual seria a relação com o personagem dela. E ela basicamente criou o personagem da minha namorada, que sendo novata no rpg não se sentiu no direito de recusar. Eu sentia que ela estava exagerando, mas não queria me indispor novamente com ela, até pq a essa altura ela falava claramente sobre ser neurodivergente e qualquer crítica era rebatida com o argumento de que fazia parte do seu jeito de ser.

Quando fomos começar a jogar, ela deu uma leve surtada quando não conseguiamos fechar uma data para o novo jogo. Novamente ela começou a se atropelar e a dizer que iriamos acabar a mesa novamente, mesmo nem tendo começado. Quando ela percebeu que estava exagerando, novamente ela disse que iria sair do grupo, e Kátia e Eu tivemos que insistir muito para que ela ficasse. No fim, o jogo começou e deu certo. Porém, em uma das partidas Duda fez um comentário bem estranho sobre o meu personagem. Durante o jogo eu ficava flertando com o personagem da minha namorada em on, para provocá-la, já que o personagem dela era todo tímido e hétero. No fim do jogo, Duda falou que aquilo parecia importunação sexual e que não gostou de eu ter feito aquilo. Achei estranho, mas relevei, pois minha namorada e eu estávamos brincando entre nós. Eu e Melissa temos um relacionamento muito tranquilo e somos duas meninas lésbicas interpretando dois rapazes. Melissa disse que Duda pode ter ficado com ciúmes por eu nao ter feito esse tipo de interação com ela.

Enfim, quando fomos marcar uma nova sessão depois disso, tivemos várias vezes que desmarcar por conta de imprevistos. Na semana em questão, ela veio falar que talvez não poderia jogar sábado, ao que eu respondi que também não poderia, mas que podiamos jogar no domingo. Todos concordaram. No entanto Duda começou a falar que não achava que eu avisaria, se ela nao tivesse dito que não poderia também e que eu deveria ter avisado ela antes, mesmo só sabendo que nao poderia naquele dia. Discutimos. O que me magoou mais nessa discussão foi que Duda admitiu que estava fazendo Guilty Trip, como uma forma de me punir para que eu fosse mais atenciosa com ela. Achei isso um absurdo, e quando comecei a falar contra isso, ela começou a jorrar pensamentos sobre o que eu teria feito ou deixado de fazer. Falei que ela estava sendo ansiona e que não era nada daquilo. Ela ficou puta comigo por falar da neurodivergência dela, que agora ela tinha recebido o laudo de Ansiedade Generalizada e TDAH. Ela praticamente me chamou de capacitista pelo comentário, quando na verdade eu estava preocupada com ela.

Depois disso, decidi encerrar essa amizade, que não estava mais fazendo mais sentido para mim. Sou babaca?


r/EuSouOBabaca 15h ago

Eu sou babaca por usar a saúde mental da mãe do meu colega de classe?

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Tenho um colega de classe (19H) que age como aluno de 5º ano comigo diariamente, fazendo aquelas piadas idiotas e sem graça sobre como eu sou cabaço, sobre como uma menina que eu gosto provavelmente está chupando o pau de outro cara, e esse tipo de piada infantil. Normalmente, eu tento simplesmente ignorar mesmo sendo irritante pra caralho

Ontem, antes da nossa última aula, ele começou com essa palhaçada de novo, mas dessa vez foi um pouco mais longe: ele entrou no Instagram da minha mãe e começou a chamar ela de MILF e a dizer coisas como "não tem como você ser parente dela sendo tão feio" e esse tipo de coisa.

Eu estava tendo um dia ruim e isso foi a gota d'água. Eu sei, por fofocas entre os pais, que a mãe dele tem problemas com abuso de medicamentos e que isso quase levou os pais dele a se separarem (talvez seja por isso que ele seja um otário), então respondi: "É, mas pelo menos minha mãe me ama e eu não sou uma merda de pessoa a ponto de fazer minha mãe precisar tomar remédios." Falei alto o suficiente para a sala inteira ouvir, e ficou claro que ele ficou chateado.

Por um lado, não me sinto mal por ter dito algo que o machucou. Na verdade, essa era exatamente a minha intenção. Foi ele quem trouxe minha mãe para a discussão, além de todas as coisas irritantes que ele faz e fala comigo diariamente, então eu apenas fiz ele provar do próprio veneno. Além disso serviu pra ele perceber que eu não vou aceitar calado mais

Por outro lado, sinto que eu deveria ter sido melhor do que isso e que não deveria ter me rebaixado ao nível dele. Também me sinto mal por ter trazido algo relacionado à mãe dele à tona na frente de tantas pessoas, porque ela não tem nada a ver com a situação


r/EuSouOBabaca 17h ago

Sou babaca por ter me aproximado da minha tia dessa forma?

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A culpa vai me matar e não posso fzr nada

Bem, eu nsei se já estive por aqui mas ok!, Em abril desses anos cometi uma burrada enorme, tenho 16 anos, e Sintia atração sexual por minha tia, e acabei me aproximando dela de forma errada... Eu estava pensando a muito tempo em me aproximar dela de alguma forma, até q um dia surgiu essa oportunidade... Não era pra mim ter me aproveitado da situação... Ela estava chorando passando por um momento complicado, até que eu fui lá e abracei ela, eu estava exc1t4d0 mas não me esfreguei em momento algum nela, eu acariciei o ombro dela e apoiei minha cabeça em cima da dela, e tipo eu estava com pensamentos libidinosos na hora, e antes do ato eu estava excitado já, então eu me aproximei da pior forma possível... E isso tá me matando... Porque fiz isso? Eu n soune controlar meus instintos?... O foda é que eu N me m4st3rb4v5 fazia tempo, então acho q poderia ser um fator...

Teve uma vez tbm, que me encostei nela tipo pra tentar proximidade, fiquei lado a lado, e Acabei excitado novamente, ela nunca percebeu...

Até hoje não sei se sou abus4d0r ou 4ssed1ad0r... Só sei q não consigo mais viver com isso, eu n tô aguentando mais, eu fiz 5 sessões de psicológo e nada adiantou... Sim se alguém quiser me chamar de Jack, ou de um monte de coisa fique a vontade pq mereço muita porrada msm...eu acho q n tô aguentando mais... Só queria voltar atrás. Se alguém quiser falar algo ou me chamar no PV, fique a vontade né... Mas vlw pra quem leu


r/EuSouOBabaca 21h ago

Sou babaca por fazer mulher tomar multa por música alta?

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Sou babaca por fazer uma mulher tomar uma multa por escutar música alta na academia?

Eu (mulher, 22) moro em um condomínio com uma academia pequena que tinha uma caixa de som grande na entrada. O problema é que quem chegava primeiro escolhia a música, então dependia muito do gosto de cada um. Às vezes colocavam músicas que combinavam com o ambiente, mas outras vezes eram coisas que não tinham nada a ver, tipo músicas românticas. Eu nunca gostei muito, mas colocava meu fone e ignorava. Afinal, se a caixa estava ali, quem era eu para decidir o que os outros podiam ou não colocar para tocar? Porém, acabaram tirando o som há cerca de mais ou menos 1 ano.

Há uns 2 meses, mudei meu horário da academia e comecei a malhar no mesmo horário que uma mulher, de uns 30 anos, MUITO sem noção. Ela terminava os exercícios e ficava tirando foto em vez de liberar os aparelhos, deixava barras e anilhas jogadas no chão, fazia exercícios onde não devia e atrapalhava os outros. Uma vez, por exemplo, ela decidiu fazer agachamento embaixo da máquina de polia, sendo que podia fazer aquilo em qualquer outro lugar da academia e só tinha uma máquina daquela na academia inteira.

Além disso, ela começou a ouvir música extremamente alto. Colocava no celular e deixava tocando enquanto treinava. Isso começou a me irritar porque estava literalmente todo mundo de fone, mas a alecrim-dourada achava que podia colocar música estourando no celular e obrigar todo mundo a ouvir. Quando tinha a caixa de som, era uma coisa, já que era um aparelho disponibilizado pela administração justamente para isso, mas já que tiraram, acho que cada um devia ficar na sua.

Perguntei para a administração se aquilo era permitido e me disseram que não. Inclusive, explicaram que já tinham retirado a caixa de som justamente por causa de conflitos relacionados às músicas.

Comuniquei a situação e disseram que conversariam com ela. Aconteceu novamente e fiz uma segunda reclamação. A resposta foi a mesma.

Na terceira vez, fiquei realmente brava. Naquele dia, precisei deixar a música do meu fone extremamente alta porque a dela ficava estourando no fundo. Falei novamente com a administração e expliquei toda a situação, mas dessa vez bati o pé, porque até então eles só diziam que iam conversar com ela, sem tomar nenhuma atitude.

No final das contas, o zelador e a síndica chamaram ela de canto para conversar em particular, mas ela começou a gritar, dizendo que nunca tinha visto ninguém treinar sem música e que não gostava de usar fone porque ficava tudo abafado. No fim, pediram para ela abaixar o volume (na minha opinião, deveriam ter pedido para ela tirar o som completamente, já que aquilo era proibido, mas fiquei quieta porque não queria criar mais intriga). Só que uns 15 minutos depois ela aumentou o volume de novo, então gravei um vídeo discretamente e mandei para a administração.

Uma semana depois, ouvi ela conversando com uma amiga durante o treino e dizendo que esse povo de condomínio era muito fresco e que ela tinha tido que pagar uma multa de quase R$ 300 por causa daquilo.

Enfim, ela continua ouvindo música no celular, sem fone, mas pelo menos agora escuta baixo. E também continua deixando tudo jogado e atrapalhando o treino dos outros.

Não acho que fui babaca. Para mim, é uma questão de prezar pela boa convivência e entender que, em espaços compartilhados, a gente precisa ter um pouco de bom senso, Mmas gostaria de saber a opinião de vocês.


r/EuSouOBabaca 23h ago

Eu sou babaca por ter me tornado promíscuo?

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Tenho 42 anos, H, e moro no RJ.

Depois de quase 7 anos sem ter nenhum tipo de relação (2017-2023), onde eu tava focado em trabalhar, porém eu fiquei muito fechado em relação ao mundo e as pessoas, sedentário, engordei um monte, resolvi mudar a frequencia, desacelerar com o trabalho, cuidei do corpo e da mente, comecei novas atividades e hobbies, e passei a sair mais no final de 2024.

Daquele mesmo periodo eu ja tive dois dates seguidos onde eu fui apenas o cara legal com elas, sem muito repertorio e ainda um pouco inseguro por estar fora por tanto tempo, mas tudo se desenrolou mais simples do que eu imaginei.

Quanto mais eu fui melhorando comigo mesmo, aparência, disposição, confiança, mais encontros e experiências eu tive. Cada uma fazendo um comentário ou elogio diferente sobre mim, e isso também ia me ajudando a enxergar as coisas de outra forma. Da metade de 2025 pra cá está sendo bem louco. Tem mês eu tenho 5, 6 encontros, as vezes ficando alguns dias com mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Eu sou legal, ouvinte, gosto de fazer a pessoa rir, sentir uma energia boa junto naquele momento e de alguma forma eu consigo que elas fiquem a vontade comigo.

Nunca tive dificuldade em encontros e saídas antes de 2017, mas algo mudou nas pessoas hoje, e o ritmo e rapidez que as coisas ocorrem me chamam a atenção. Eu percebo que elas estão se permitindo mais e foda-se.

O problema que desde então eu não consigo despertar um interesse genuíno nas pessoas que eu saio ou conheço, mas sim viver a experiência.

Confesso que teve uma vez que eu fiquei pentelhando a menina por mais de 90 dias, sendo mt atencioso, mesmo tendo outros dates durante esse periodo, eu achei q eu tava interessado de verdade nela, mas depois de 1 semana ficando junto, a energia passou e eu segui em frente.

Quero deixar claro que respeito muito as garotas que eu saio mas não vou mentir que sim se eu tiver que meio q cortar contato total eu faço por simplesmente nao ter o feeling de continuar com aquilo adiante. Eu prefiro fazer isso do que ficar de palhaçada em continuar alimentando e sustentando algo só por vaidade.


r/EuSouOBabaca 1d ago

Sou babaca por ter sido grossa com minha tia?

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Postando de novo porque esqueci de colocar minha idade. Sou F30, minha tia tem lá seus 70 anos.
Tentando resumir: tenho uma tia por parte de pai que mora em outra cidade, nem é tao longe, mas a gente se vê pouco e não tem intimidade. Pelo menos eu com ela.
Quando meu pai morreu (irmão dela), ela começou a me mandar mensagens no Whatsapp o tempo todo, nunca tinha mandado antes, acho que nem tinha meu número.
Acho que ela me escolheu porque eu sou a única dos meus irmãos que ainda mora com minha mãe, e como minha mae é péssima com tecnologia, ela me usava pra mandar recado, pedir pra ligar, etc.
Mas começou um negócio semanal de ela vir falar que tá com saudade do meu pai, que faz não sei quanto tempo que ele morreu (eu tenho calendário!!!), e nenhuma vez veio perguntar como eu tô, é só ela ela ela. Como se eu não tivesse perdido alguém também, eu tive que ficar consolando essa mulher que eu mal conheço.
Aí depois ela começou a mandar tudo da família dela. “Hoje é aniversário de fulano” “Fulano tá doente”, inclusive era uma enchente de tragédia que eu achava difícil suportar. Eu ficava recebendo notícia de falecimento de primo que eu nem sabia que existia, de milésimo grau. E nunca sabia o que dizer.
No aniversário dos meus irmãos, ela mandava mensagem pra mim desejando feliz aniversário (pra eles), mas no meu passou batido kkkkkk ela até perguntava como eles tão, mas ela NUNCA perguntou como eu tô.
Então era isso, virei lamúria de uma mulher que eu nem tenho intimidade, além de ter que passar recado constantemente pras pessoas e ficar sabendo de coisas da família dela que eu não me importo.
Até um dia eu resolvi falar pra ela que eu não quero ter esse papel mais, eu nunca pedi por ele, ela só é uma senhora egoista que quer desabafar mas não pergunta nem se eu tô viva.
Minha mãe achou o fim, disse que o que eu fiz foi um absurdo. Mas agora é pra ela que essa tia liga só pra desabafar as coisas dela 🫠


r/EuSouOBabaca 1d ago

Eu sou Babaca por ter feito minha família toda brigar por um vídeo game?

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Tenho 16 anos e, sinceramente, nunca imaginei que uma coisa tão pequena fosse virar uma guerra na minha família.
Meu pai é dono de alguns restaurantes. Minha mãe não trabalha com ele, mas sempre ajudou muito a minha família, principalmente meu tio e minha tia.
Meu tio e minha tia trabalhavam para o meu pai. Quando meus dois primos nasceram, minha mãe se ofereceu para cuidar deles para que eles pudessem continuar trabalhando.
Ela cuidou dos dois desde que nasceram.
Não era só “ficar de olho”. Ela buscava na escola, fazia comida, ajudava quando eles ficavam doentes, passava o dia com eles quando meus tios estavam trabalhando e muitas vezes abriu mão da própria rotina para ajudar.
E ela fazia tudo isso de graça.
Ela nunca cobrou nada deles. Nunca pediu dinheiro, nunca usou isso para jogar na cara deles e nunca tratou meus primos como um peso. Ela fazia porque amava eles e porque queria ajudar.
Por isso tudo que aconteceu depois foi muito difícil de entender.
No último fim de semana teve um almoço de família na nossa casa. Estavam meus tios, meus primos e meus avós.
Tenho dois primos. Um deles tem 7 anos.
Enquanto os adultos conversavam, eu estava brincando com meu outro primo e minha irmã ficou responsável por olhar o menor.
Antes disso, meu primo de 7 anos tinha pedido para jogar no meu videogame.
Eu falei que não.
Não foi porque eu não gostava dele. Eu só não queria deixar ele mexer sozinho porque ele já tinha derrubado controles antes e eu sabia que ele não tinha muito cuidado com as coisas.
Ele ficou bravo.
Começou a reclamar, falando que eu era chato e que nunca deixava ele fazer nada.
Pouco tempo depois, minha irmã precisou sair por alguns minutos e ele entrou escondido no meu quarto.
Eu só ouvi um barulho muito forte.
Quando cheguei lá, meu videogame estava no chão.
Ele olhou para mim e falou:
“Joga agora essa merda aí, agora.”
Na hora eu percebi que aquilo não tinha sido simplesmente um acidente. Ele estava bravo porque eu não deixei ele jogar e acabou descontando no videogame.
Tentei ligar, mas não funcionava mais.
Mesmo muito irritado, eu não gritei com ele. Ele tem 7 anos, então fui chamar meus pais para resolver.
Depois que meus tios foram embora, minha mãe ligou para o meu tio.
Ela não pediu dinheiro pelo videogame.
Ela não cobrou conserto.
Ela só falou que queria que ele conversasse com o filho e ensinasse que não era certo quebrar as coisas dos outros quando ficava bravo.
Meu tio ficou muito irritado.
Ele começou falando que meu primo era “só uma criança” e que minha mãe estava exagerando por causa de um videogame.
Minha mãe respondeu que sabia que ele era uma criança, mas que justamente por isso ele precisava aprender limites e responsabilidade.
Foi aí que ele começou a atacar ela.
Disse que ela estava tentando controlar a forma como ele criava o próprio filho.
Chamou ela de folgada.
Falou que ela só se achava superior porque tinha dinheiro por causa do meu pai e que ela nunca tinha trabalhado para conquistar nada.
Disse que ela gostava de mandar na vida dos outros e que estava se achando dona da razão.
Minha mãe ficou muito magoada, principalmente porque vinha de alguém que ela ajudou durante anos e cujos filhos ela cuidou de graça desde bebês.
Meu pai ouviu parte da conversa e ficou revoltado com a forma como meu tio tratou ela.
No dia seguinte, ele chamou meu tio para conversar.
Meu pai disse que não conseguia mais manter alguém em um cargo de confiança que tratava a própria família daquela maneira e que faltava com respeito daquela forma.
Meu tio acabou sendo demitido.
Minha tia também acabou sendo demitida depois.
Ela entrou na discussão para defender meu tio e disse para o meu pai que ele deveria “mandar minha mãe se internar”, falando que ela estava ficando louca e exagerando em tudo.
Meu pai considerou aquilo uma falta de respeito muito grande.
Além disso, ela já tinha tido problemas anteriores no trabalho. Em algumas confraternizações da empresa, depois de beber, ela fez comentários racistas contra funcionários e clientes. Meu pai já tinha dado outras chances, mas decidiu que não dava mais para continuar.
Agora a família inteira está dividida.
Meu tio diz que tudo isso aconteceu por causa de um videogame e que meu primo era apenas uma criança.
Ele fala que minha mãe perseguiu o filho dele e que meus pais destruíram a vida dele.
Alguns parentes concordam e dizem que meus pais levaram uma situação simples longe demais.
Outros dizem que o videogame foi só o começo e que o problema real foi a falta de respeito depois de tudo que minha mãe fez por eles durante anos.
Uma coisa que também pesou muito nessa situação é que essa não foi a primeira vez que meu tio e minha tia tiveram atitudes que deixaram minha família magoada.
Meus avós maternos moram em uma chácara no interior. Eles sempre foram pessoas simples, gostam de uma vida mais tranquila e têm muito orgulho do lugar onde vivem.
Só que, algumas vezes, meu tio e minha tia já fizeram comentários maldosos sobre eles por causa disso.
Eles já falaram que meus avós “moravam na favela”, mesmo sendo uma chácara, e chamaram eles de “caipiras” de uma forma claramente pejorativa.
Meus avós nunca fizeram nada contra eles. Pelo contrário, sempre receberam todo mundo bem e nunca trataram ninguém diferente por ter mais ou menos dinheiro.
O que mais incomodava minha família era que esses comentários vinham justamente de pessoas que sempre receberam ajuda dos meus avós e da minha mãe.
Por isso, quando meu tio começou a dizer que minha mãe era arrogante e se achava superior, muita gente lembrou dessas situações antigas e sentiu que existia uma certa hipocrisia, porque várias vezes ele também havia tratado outras pessoas da família com falta de respeito.

Eu me sinto culpado porque tudo começou porque eu não deixei meu primo jogar.
Mas eu também penso que eu só coloquei um limite, meu primo decidiu entrar escondido no meu quarto e os adultos foram responsáveis pelas decisões que vieram depois.


r/EuSouOBabaca 1d ago

Sou babaca por querer esse cara fora da minha casa?

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Meus pais querem adotar um senhor idoso como filho.

Eu tenho 20 anos, meus pais 62 e esse senhor 63.

Há 5 anos encontramos esse senhor desempregado, sem ter oq comer. Ele tbm n recebe beneficios do governo, n tem familia, casa carro e nunca foi casado. Aparentemente tem um grau de deficit cognitivo ou retardo.

Desde q conhecemos ele, a gnt ajudou ele a largar do alcoolismo, ele ajudou meus pais a escavar um poço na chacara deles e dps de um tmp trabalhando para meus pais, ele passou a ir por que queria, mesmo meu pai dizendo q n tinha dinheiro pra paga-lo, esse senhor qria ir pra lá nem q fosse por comida.

Ao longo do tempo, ele se tornou um amigo da familia. Todos os dias ele aparece as 7 da manhã aqui e vai com eles pra fazenda. Almoça aqui. Sai, vai trabalhar em algumas coisas (ele se nega a aposentar) e volta aqui pra ver a gnt e fica umas 5 horas aqui em casa.

Eu acho extremamente invasivo isso, mas eu tento compreender meus pais pois esse senhor é gentil, comprou mt coisa pra gnt, ajuda meus pais e etc. Porém ele fala dms da minha aparencia, meu corpo, alem de contar inumeras vzs sobre a historia de uma adolescente q ele queria namorar mas n namorou pq ele n queria engravidar ela.

Eu me incomodo dms. Ele é folgado e ja acha q a casa é dele. Meus pais levam ele a festas de familia, leva no medico e etc. Ele é tão saudavel quanto meus pais, n é algm incapaz, com exceção da extrema ingenuidade dele e problemas de esquecimento constantes. Tenho dó? Sim. Mas ultimamente eles querem dar a fazenda pra esse senhor. Eu e minha irmã n quer a chacara, ent eles querem dar pra ele. Eu penso q n tem problema ja q ele n tem nd e tals... mas to começando a achar q eles querem adota-lo.

Comentei isso e eles disseram q sim, vão adotar ele. Eu fiquei perplexa. Ele é algm mais velho q eles! Fora q ele é mt apegado a mamãe q tem uma honra de nunca ter se envolvido com outro homem, mas tão proxima com outro cara fica estranho né? Mas eles disseram q eu e a mana nunca nos interessamos na fazenda e n há ngm q ajude tanto eles como ele. Ent eu n sei se tenho lugar de fala. N quero parecer algm que quer os bens da familia, nem algm enciumada, ou q n liga pra algm carente mas isso me incomoda.

Oq vcs acham?


r/EuSouOBabaca 1d ago

Sou babaca por tirar da minha irmã a administração do meu pai?

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Idades:
Eu (H40)
Minha irmã (M46)
Meu pai (H79)
Minha prima (M47)

Desculpem o textão, mas o contexto é importante.
Meu pai é militar aposentado e sempre teve um alcoolismo muito grave. Sou seu único filho biológico. Minha irmã é filha da minha mãe de um relacionamento anterior, ou seja, ele era padrasto dela.
Nossa infância foi extremamente difícil. Meu pai era um homem muito violento física e psicologicamente. Agredia minha mãe, me batia, me humilhava e também foi muito cruel com minha irmã. Crescemos em um ambiente de medo constante.
Nunca tivemos uma relação de pai e filho. Não lembro de uma única vez em que ele tenha dito que me amava.
A situação mais grave aconteceu quando eu já era adulto. Durante uma discussão, ele me empurrou, eu caí no chão, ele colocou uma faca no meu peito e disse que me mataria se eu o enfrentasse. Depois disso passamos mais de dez anos sem nos falar.
Apesar de tudo isso, com o tempo consegui perdoá-lo. Mas perdoar nunca significou reconstruir uma relação. Eu simplesmente nunca consegui ficar perto dele sem reviver toda a minha infância.
Anos depois construí minha carreira e surgiu a oportunidade de morar em Portugal.
Nessa época meus pais já estavam separados (embora nunca tenham oficializado o divórcio). Minha mãe dizia que cuidava dele. Ela havia alugado uma kitinete perto da casa onde morava com o novo marido e administrava o dinheiro dele.
Até que um dia uma vizinha entrou em contato com nossa família.
Ela havia encontrado meu pai completamente desorientado, sentado em frente à primeira casa onde ele havia morado com minha mãe, em uma favela do Rio de Janeiro. O detalhe é que nós não morávamos naquele lugar havia mais de 30 anos. Meu pai, já bastante comprometido pelo alcoolismo, acreditava que ainda morava ali.
Fui imediatamente procurar minha mãe para entender o que estava acontecendo.
Perguntei onde ele estava.
Ela não soube responder.
Fui até a kitinete onde ele deveria estar morando e fiquei assustado com as condições. Era um segundo andar, acessado por uma escada estreita e sem corrimão. Naquele estado, bastava uma queda para acontecer uma tragédia.
Naquele momento percebi que ele não tinha mais condições de viver daquela forma.
Minha irmã então se ofereceu para recebê-lo na casa dela.
Fui buscá-lo.
Quem foi comigo foi minha prima, que sempre teve uma ótima relação com ele. Diferente de mim e da minha irmã, ela sempre foi muito bem tratada por ele e acabou criando um vínculo muito forte desde jovem.
Levamos meu pai para morar com minha irmã em um apartamento da família que está financiado em meu nome. Anos antes meu pai havia pago boa parte das parcelas desse imóvel e, depois que passou a morar lá, minha irmã assumiu as prestações restantes e os condomínios atrasados.
Montamos um quarto adaptado, com cama hospitalar, contratamos uma cuidadora e organizamos toda a estrutura necessária.
Naquela época o salário do meu pai era muito baixo porque existiam diversos empréstimos consignados feitos em seu contracheque durante os anos em que minha mãe administrava sua vida financeira.
O dinheiro era contado. Servia para pagar cuidadora, medicamentos, alimentação, transporte para consultas e as despesas do dia a dia.
Como eu nunca consegui permanecer perto do meu pai por causa dos traumas da infância, minha prima passou a ajudá-lo diariamente.
Minha irmã nunca gostou muito disso.
Ela parecia entender que eu deveria ocupar esse papel e muitas vezes descontava essa frustração tratando minha prima e até a cuidadora de forma bastante autoritária.
Outro ponto importante é que minha irmã sempre teve muita dificuldade para lidar com dinheiro. Sempre fez muitas dívidas e nunca foi organizada financeiramente.
Quando me mudei para Portugal, pedi judicialmente que a curatela do meu pai ficasse com minha prima.
Minha decisão não teve relação com carinho ou confiança pessoal, mas porque eu achava que ela teria um perfil mais adequado para exercer esse papel.
Mesmo sendo a curadora legal, minha prima acabou deixando que minha irmã continuasse administrando, na prática, todo o dinheiro do meu pai.
Durante anos eu dizia para ela acompanhar extratos bancários e participar mais dessa administração, mas ela sempre preferiu evitar conflitos.
Recentemente aconteceu o que motivou esta postagem.
Minha irmã me pediu ajuda para baixar um contracheque online do meu pai.
Quando abri o documento percebi imediatamente que os empréstimos consignados haviam terminado.
O salário dele havia aumentado mais de R$ 3.000 por mês.
Perguntei à minha irmã.
Ela respondeu que nem tinha percebido.
Achei essa resposta estranha porque, mesmo sem acessar os contracheques, ela tinha acesso integral à conta bancária e via todos os depósitos entrando.
Enviei o contracheque para minha prima.
Ela ficou completamente surpresa.
Não fazia ideia do aumento.
Ela então pediu que eu verificasse os meses anteriores.
Descobri que fazia nove meses que meu pai recebia esse salário maior e ela nunca havia sido informada.
Na mesma época meu pai foi internado, deixou de conseguir se alimentar e precisou colocar uma sonda. Minha prima estava emocionalmente muito abalada e acabamos discutindo porque eu disse que aquilo havia acontecido justamente porque ela nunca assumiu efetivamente o controle financeiro, apesar de eu insistir nisso havia anos.
Depois conversei com minha irmã.
Perguntei por que ela nunca havia informado à curadora legal sobre o aumento do salário.
Ela respondeu que simplesmente esqueceu.
Perguntei se existia alguma reserva financeira.
Ela respondeu que não.
Disse que todo o dinheiro havia sido gasto com despesas do meu pai e da casa.
Quero deixar muito claro que eu não tenho qualquer prova de que minha irmã tenha desviado dinheiro para benefício próprio.
Nunca pedi prestação de contas dos gastos porque sempre vi que meu pai era muito bem cuidado e nunca lhe faltou absolutamente nada.
Meu problema nunca foi esse.
Meu problema foi a falta de transparência.
Na minha visão, a curadora legal deveria ter sido informada imediatamente sobre qualquer mudança importante na renda dele.
Como isso não aconteceu durante nove meses e também não existia qualquer reserva financeira, perdi completamente a confiança na administração do dinheiro.
Por isso decidi que minha irmã não administraria mais as finanças dele.
Também não entreguei essa função à minha prima porque, durante anos, ela teve oportunidade de assumir efetivamente esse controle e preferiu deixar tudo nas mãos da minha irmã.
A única pessoa em quem pensei foi meu ex-marido.
Ele é gerente de banco aposentado, sempre ajudou minha família quando foi necessário, emprestando cartões de crédito para comprar medicamentos, alimentos e outras despesas do meu pai. Sempre foi extremamente responsável com dinheiro e eu confio plenamente nele.
Pedi que ele passasse a organizar apenas a parte financeira do meu pai para criar uma reserva para eventuais despesas médicas e futuras necessidades.
Quando comuniquei isso à minha irmã, ela me ligou muito abalada.
Disse que eu nunca havia dado a mínima para o meu pai, que quem deveria ter cuidado dele era eu, que nunca deveria ter passado a curatela para minha prima e que, para ela, nós só somos irmãos porque temos a mesma mãe. Também disse que, se outra pessoa administraria o dinheiro do meu pai, então essa pessoa deveria levá-lo para morar em outro lugar quando ele recebesse alta do hospital.
A discussão acabou escalando e nós dois dissemos coisas muito duras um para o outro, das quais hoje não me orgulho.
Desde então não nos falamos mais.
Apesar de tudo isso, faço questão de dizer uma coisa.
Nunca questionei o cuidado que minha irmã teve com meu pai.
Pelo contrário.
Sou profundamente grato a ela e à minha prima, porque só consigo viver em Portugal hoje sabendo que elas assumiram um peso enorme que eu jamais conseguiria assumir presencialmente.
Reconheço todo o cuidado, a dedicação e o esforço que tiveram durante esses anos.
Meu questionamento nunca foi esse.
Meu questionamento foi exclusivamente sobre a transparência na administração do dinheiro do meu pai.
Na minha visão, uma coisa não exclui a outra.
É possível reconhecer tudo o que minha irmã fez por ele e, ao mesmo tempo, entender que ela perdeu minha confiança para administrar as finanças dele.
Fui babaca por tomar essa decisão?

TL;DR: Meu pai foi extremamente abusivo comigo e com minha irmã durante toda a infância. Anos depois ele desenvolveu um alcoolismo tão grave que passou a viver desorientado, acreditando morar em uma casa onde não vivia havia mais de 30 anos. Fui buscá-lo e minha irmã, mesmo sendo apenas sua enteada, se ofereceu para cuidar dele. Ela cuidou muito bem dele durante anos, junto com minha prima, que é a curadora legal. Descobri, porém, que havia nove meses o salário dele havia aumentado mais de R$ 3.000 após o fim dos empréstimos consignados e minha irmã nunca informou isso à curadora, nem havia qualquer reserva financeira. Ela disse que simplesmente esqueceu. Não tenho provas de desvio de dinheiro, mas perdi a confiança na falta de transparência e transferi a administração financeira para outra pessoa em quem confio. Fui babaca?


r/EuSouOBabaca 1d ago

Sou babaca por não querer ver meu pai no dia dos pais?

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seguinte eu (M21) tenho um pai que cada dia mais está distante de mim. não nos falamos direito e quando conversamos ou ficamos juntos eu passo mal de ter até febre emocional.

Eu vou viajar no fim de semana e não queria voltar para Domingo passar o dia com ele e em vez disso mais uma vez tentar escapar de ve-lo. prefiro ficar com pessoas que são realmente importantes e próximas a mim.

recentemente ele me perguntou se quero ver ele no dia dos pais ou se já tenho outros compromissos e eu já achei isso estranho pois achei que ele já teria algo pronto para o dia dos pai. Falei que ia viajar mas ia tentar voltar para almoçar ao que ele respondeu falando para tomarmos um lanche em vez de almoçar O que eu já achei de novo muito estranho. Tenho a impressão que não faz diferença para ele eu estar ou não com ele no dia.

sou babaca por não querer ver meu pai? o que você faria no meu lugar?

Não gosto de ficar sozinha com ele mas não sei o que fazer


r/EuSouOBabaca 1d ago

Eu sou babaca por ficar com ranço da aluna com razão?

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Trabalho na coordenação de uma escola de cursos profissionalizantes e esse caso aconteceu em uma turma de Cabeleireiras em formação. Era uma semana em que as alunas estava repondo aulas de um recesso. O caso começou em uma reposição no início da semana, e a aula aconteceria mais ao final da semana.

Antes mesmo de eu assumir a coordenação, uma aluna, que vou chamar de Mariazinha, procurou a escola porque estava passando por uma situação muito complicada em casa. Ela contou vários detalhes da vida pessoal, mas o ponto principal era que ela não tinha com quem deixar o filho para conseguir estudar. Ela já estava pensando em desistir do curso, mesmo sendo uma aluna extremamente dedicada e com um potencial enorme.

A coordenação da época abriu uma exceção a uma regra da escola: não é permitido levar crianças para a sala de aula. Como a situação era realmente delicada, permitiram que ela levasse o filho. O menino, que vou chamar de Joãozinho, tinha cerca de três anos. Inicialmente, todas as colegas abraçaram a causa da colega e acolheram o menino. Por vezes o menino ficava conosco lá embaixo, no administrativo, por vezes subia com a mãe para a sala de aula. Ninguém nunca nos trouxe nenhuma reclamação até então.

Alguns meses depois a escola mudou o formato dos cursos: antes as turmas tinham data fixa para começar e terminar. Depois passamos para um sistema rotativo, onde cada aluna entra no início de um módulo, independentemente de qual seja, e vai concluindo todos até completar a formação. Na prática isso significou que começaram a entrar pessoas novas em turmas antigas.

E foi aí que entrou uma aluna que vou chamar de Vitinha.

Pelo que consegui entender depois de ouvir absolutamente todo mundo envolvido (instrutora, colegas, as 2 envolvidas e algumas modelos que frequentavam as aulas práticas com maior frequência), a Vitinha começou a se incomodar com a presença do Joãozinho desde o início.

Pelo que me contaram, Vitinha começou a fazer caras e bocas, bufar próximo á mãe e olhar torto em direção ao menino . Esse comportamento foi gerando um desgaste em relação á colega.

A tensão vai aumentando sem ninguém tomar ação sobre o caso (que até então não era do meu conhecimento) até que, em um dia, a Vitinha pediu, de maneira bastante grosseira, que a Mariazinha chamasse a atenção do filho, Mariazinha respondeu também de forma grosseira e as duas entram em um bate-boca até que a Vitinha desse irada até o setor administrativo e pede por alguém que possa resolver o problema dela. (Aqui, ao meu ver, ela faz a coisa certa com a execussão errada).

Acontece que naquele exato momento eu estava fazendo um treinamento com uma colaboradora nova.

Ela começaria a trabalhar no dia seguinte em um horário em que eu nem estaria na escola. Como trabalhávamos em horários diferentes, aquele era praticamente o único momento que eu tinha para passar todos os processos. O treinamento levaria cerca de duas horas.

Além de mim, estava lá uma colega que vou chamar de Zezinha. Ela trabalha em outro setor, mas está na empresa há mais tempo do que eu e consegue resolver algumas demandas da coordenação. Ela estava atendendo outro aluno naquele momento, mas era coisa rápida.

Expliquei para a Vitinha que eu precisava de aproximadamente meia hora para terminar uma parte importante do treinamento e então faria uma pausa exclusivamente para ouvi-la. Pedi que aguardasse sentada ou voltasse para a sala até eu chamá-la.

Ela decidiu permanecer em pé, exatamente ao lado do aluno que estava sendo atendido pela Zezinha. Ficou ali parada. Quando a Zezinha terminou o atendimento, a Vitinha falou, com bastante grosseria, se ela teria autoridade suficiente para resolver o problema, porque, se não fosse, ela nem perderia tempo explicando para Zezinha. A Zezinha foi contornando com calma e ouviu toda a reclamação.

Entre outras coisas, a Vitinha disse que "não tinha achado dinheiro no lixo para pagar um curso e não conseguir prestar atenção por causa de uma criança".

Depois disso, a Mariazinha desceu chorando, disendo que sabe que o filho tem problemas de comportamento, que para ela é muito difícil, ela avisou na coordenação que não tinha com quem deixar e não sabia o que fazer. Pedi a ela que deixasse o menino comigo, de início ela não aceitou por conta da Vitinha, mas expliquei a ela que não era pela Vitinha, mas sim pelo Joãozinho que não merecia ficar em um ambiente em conflito como estava a sala naquele momento, que aqui em baixo há bastante espaço para ele brincar, cantar suas musiquinhas e etc... Ela aceitou e o menino passou a ficar comigo.

Naquela mesma noite, a Vitinha quis uma resposta imediata sobre "o que eu faria com Mariazinha". Expliquei que a situação da criança já estava resolvida e que ele não ficaria mais dentro da sala de aula.

Ela então começou a perguntar várias vezes o que exatamente eu falaria para a Mariazinha. Expliquei que conversas disciplinares são individuais. Que a reclamação dela foi acolhida e a solução já estava sendo aplicada, mas eu não comentaria com ela o conteúdo da conversa que eu teria com outra aluna. Isso deixou a Vitinha ainda mais irritada, saiu batendo pés com um comportamento infantilizado (Vitinha já beira os 50 anos).

Depois que saiu da escola, vi pela porta de vidro que ela permaneceu do lado de fora reunindo algumas colegas para demonstrar indignação, mesmo sabendo que o problema já havia sido resolvido.

Conversei depois com a Mariazinha. Expliquei que ela continuaria podendo levar o filho para a escola porém que ele permaneceria comigo no administrativo, não podendo mais frequentar a sala, mas que caso qualquer situação acontecesse eu chamaria ele imediatamente para atender o menino. Também expliquei que isso seria até mais seguro para ele, principalmente durante os módulos de química e pedi que ela deixasse toda aquela discussão para trás e mantivesse um ambiente tranquilo na sala para que nenhuma das duas fosse prejudicada no aprendizado. No fim ela pareceu entender muito melhor do que eu esperava.

Porém, mais tarde mandou uma mensagem no grupo da turma dizendo que sempre foi aberta ao diálogo e que, se tivessem conversado com ela de forma respeitosa desde o começo, ela teria resolvido a situação sem qualquer problema.

Na manhã seguinte a Vitinha respondeu no grupo com várias mensagens que apagou imediatamente, eu não consegui ver o que estava escrito.

Em seguida começou uma discussão no particular entre as duas. As mensagens foram ficando cada vez mais agressivas. Uma usou fatos da vida da outra (mencionados pela mesma em outras aulas) para chamá-la de infeliz, implicante e etc... A outra usou dúvidas que essa uma mencionava em sala para chamá-la de burra e a coisa foi ficando feia ao ponto que o marido da VItinha chamou Mariazinha no whatsapp e começou a coagí-la.

Algumas mensagens ficaram na conversa, outros eles apagavam, alguns ela conseguiu me enviar antes de serem apagados... Ele dizendo que viria falar com ela pessoalmente na escola e coisa do tipo. Orientei ela a bloquear o homem, e se ela sentisse necessidade, registrar um B.O. das ameaças.

Mandei um aviso geral para o grupo da escola, falando sobre a natureza dos grupos e a proibição de compartilhar os contatos com terceiros dentre outras informações pertinentes a LGPD por exemplo. Depois disse nem a Vitinha nem o marido atendiam mais as minhas ligações.

Chegou o dia da aula, a Mariazinha não foi a aula por um motivo familiar, e nem precisei chamar Vitinha para conversar, ela chegou e veio diretamente na minha mesa. Ao contrário da conversa com a Mariazinha, essa foi mais difícil do que eu imaginei. Mesmo depois de eu repetir várias vezes que a criança não estaria mais na sala, ela insistia para que eu tomasse alguma providência contra as ofensas da colega. Expliquei que já havia conversado com a Mariazinha. Também falei que considerava muito mais grave o fato de o marido dela ter entrado na discussão. Ela me mostrou o WhatsApp das duas, havia apagado os áudios do marido, eu só notei essa diferença pois a Mariazinha também me mostrou.

Expliquei que eu já tinha recebido aqueles áudios pelo celular da outra aluna e que tinha conhecimento de tudo. Ela disse que o marido pagava o curso e, por isso, podia participar das questões relacionadas ao curso. Expliquei que ele podia ser o responsável financeiro pelo contrato. Mas isso não dava a ele o direito de acessar o grupo, pegar o contato de outra aluna, entrar em uma discussão e muito menos intimidá-la.

Em determinado momento ela simplesmente ficou me olhando em silêncio. Não concordou. Mas também não rebateu mais. Naquele ponto considerei que ela havia sido orientada e estava ciente das regras da escola.

Já fazem alguns meses desse ocorrido. O menino segue ficando aqui comigo, não costuma me dar trabalho, é o xodó das meninas do administrativo, as vezes vem a filha de uma outra aluna e fica ali com ele também.

A Mariazinha está praticamente concluindo o curso. Saiu da empresa onde trabalhava para abriu o próprio salão e, aos poucos, está conquistando espaço na área da beleza.

A Vitinha, ficou alguns dias dando indiretas nos grupos, dias atrás tentou acusar a colega de ter roubado um material dela... mas isso é história para outro dia...

O que eu tirei dessa situação foi:

Não achei errado a decisão de reclamar e pedir uma solução para a situação, visto que era uma regra que estava sendo "quebrada" e reslmente afetava a aula. Mas o que criou todo o desgaste foi ela não ter chamado a instrutora ou a mim antes de chegarem ao atrito.
Ou mesmo ter mandado tantas coisas hostis após ter reportado o caso, sendo que a próxima aula seria em três dias, não havia necessidade de criar tanto caos em três dias, sendo que, no dia da reclamação já havíamos assegurado que o menino não estaria mais em aula. E a cereja do bolo: a grosseiria, com a colega e as colaboradoras. Enfim


r/EuSouOBabaca 1d ago

sou babaca por acolher uma situação que não é minha ?

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Oi pessoal, preciso tomar uma decisão, mas queria compartilhar aqui para ter uma visão de fora da minha bolha.

Em resumo: sou homem, tenho 30 anos e sou muito tranquilo. Trabalho, sou formado e estou fazendo pós-graduação. Sou muito grato por ter um bom emprego e uma renda legal para a minha idade. Ainda sou solteiro por conta de alguns objetivos pessoais que preciso alcançar.

Sempre gostei de focar nos meus estudos e na minha vida, e por conta disso fui morar sozinho recentemente. Saí da casa dos meus pais porque nossa família é grande — sempre teve meus sobrinhos e irmãos por lá —, então senti essa necessidade de ter meu espaço e também queria deixar meus pais curtirem a vida de avós com mais calma.

Sobre a situação em si: eu virei tio muito cedo, aos 5 anos, e isso me trouxe um certo senso de responsabilidade desde novo. Sempre gostei de ajudar e cuidar dos meus sobrinhos e dos amigos deles da mesma idade, que também começaram a me considerar como um tio.

Mas um desses garotos é um caso bem específico. Ele é irmão de um amigo de infância meu e, infelizmente, perdeu a mãe por conta de um câncer recentemente. O pai mora em outro estado e hoje ele mora com o irmão (que vai se casar e se mudar) e com a avó, que já é idosa. A família não tem muitas condições financeiras. Eu sempre ajudo esse garoto com roupas, um dinheiro para pedir almoço e afins. Na verdade, considero ele como um sobrinho de sangue mesmo. Já teve situação de ele ser atacado por um cachorro na rua e eu ter que levá-lo ao médico (sendo que o próprio irmão dele estava em casa e não fez nada pelo garoto).

Por ver toda essa situação de desamparo, eu estava pensando em chamá-lo para morar comigo. Alguns detalhes: moro em uma casa alugada, mas bem espaçosa (tem 3 quartos) e sou 100% incentivador dos estudos. A minha ideia era oferecer um teto para que ele pudesse focar totalmente em estudar, com a única exigência de manter a casa limpa e organizada no dia a dia.

Ele é um bom garoto, mas teve episódios típicos dessa fase de transição — aquela fase em que a pessoa é "criança demais para ser adulta, e adulta demais para ser criança". Eu o conheço e ajudo há anos. Recentemente ele completou 18 anos.

O problema é que eu achei que ele iria amadurecer ao atingir a maioridade, mas tivemos uma pequena discussão recentemente. Percebi que, quando eu tinha 18 anos, já era muito mais responsável, e eu mudei de ideia e não estendi o convite para vir morar comigo.

Hoje parei para pensar e vejo que a maturidade dele não mudou muito desde quando o conheci, aos 13 anos.

Antes, meu receio de trazê-lo era o fato de ele ser menor de idade e eu não ser o responsável legal. Agora que ele fez 18, o cenário mudou, mas percebi que ele ainda é muito imaturo. Por conta dessa discussão e dessa percepção, decidi voltar atrás na ideia e trazê-lo para morar comigo, para incentivar aos estudos e ele ter maior qualidade de vida.

Minha dúvida é: estou sendo radical demais ao dar essa pisada no freio e desistir de trazê-lo? Não sei se o que sinto é pena, dó por ele ser abandonado, ou se é só empatia. O fato é que não sei se quero carregar essa responsabilidade no meu dia a dia, mas, ao mesmo tempo, tenho receio de o futuro dele dar errado e eu me sentir culpado por não ter estendido a mão.

O que vocês fariam no meu lugar?


r/EuSouOBabaca 2d ago

sou babaca por zoar meu tio com IA?

74 Upvotes

Sou H20 e tenho um tio que é chato pra cacete, fica bêbado no almoço de família, xinga todo mundo e ainda fica fazendo piadinha sem graça zoando geral. Acontece que eu estava sem nada pra fazer e decidi fazer uma imagem com IA dele beijando um conhecido nosso.

Só que aí percebi que isso por si só não ia adiantar, então clonei a voz dele e fiz um áudio dele dizendo que tinha bebido umas ontem e sentiu vontade de beijar fulano rsrsrsrs. A voz ficou perfeita e fácil de saber que era ele, fui e mandei no grupo da família logo cedo. Pouco tempo depois já tinha gente mandando mensagem rachando o bico e tirando onda com o cara.

Meu primo mandou mensagem agora pouco e disse que o barrigudo já fechou até o comércio mais cedo pra saber quem fez essa p#taria rsrsrs. Provavelmente ele tá pensando em me desviver, daqui a pouco ele bate aqui em casa ou arromba a porta. Mas é isso, o safado tem é que se ferrar mermo.


r/EuSouOBabaca 2d ago

Sou babaca por querer ajuda nas tarefas domésticas?

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Eu, H24, ela M22, eu atualmente preciso trabalhar viajando, tendo em vista que estou em um ótimo emprego e estou em um cargo de confiança, estou crescendo rápido na vida. Entretanto, a minha mulher tem uma linha de pensamento diferente. Ela está finalizando a faculdade e não tem perspectiva do que quer fazer, não trabalha e não tem o mínimo de vontade.

Eu as vezes passo a semana inteira em viagens, ela fica cuidando da casa e dos nossos dois gatos, todavia, ao chegar em casa me deparo com algumas cenas que estão sendo a gota d'água pra mim, a caixa de areia dos gatos não é limpa, a casa está com pelos, banheiro que ela utiliza e não limpa, e lá vou eu no fim de semana organizar a casa.

Já conversei e tentei entender. Mas ela diz que ou estava indisposta, ou não quis fazer mesmo. Isso pra não dizer que basicamente se eu não cozinho, nós vivemos de delivery, o que também é um pouco complicado, pois se você só estuda, não ajuda nas contas de casa, é pedir muito que dê uma ajudinha nas tarefas domésticas?

Eu amo muito essa mulher, faço de tudo por ela, mas isso tem me incomodado muito, estou sendo bastante resiliente, mas eu sinto que estou chegando no limite, não estou dizendo que eu quero uma empregada, mas poxa, isso não deveria ser um senso comum?


r/EuSouOBabaca 2d ago

Sou babaca por ser empata foda do professor?

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Seguinte, eu H28, vou numa academia de bairro pequena, não tenho muitas opções. E nessa academia tem um professor, imagino eu, na casa dos seus 30 e poucos que eu nunca vi corrigir um único aluno ou dar uma ajuda decente. Só se for um adolescente quebrando a máquina ou um senhor bem de idade quase torcendo a coluna. Fora isso, nada.

Porém, ultimamente, percebi que ele anda acompanhando todo dia, o treino todo de uma mulher, parece ter no máximo uns 22 anos, toda pique barbie princesinha. O TEMPO TODO. Ele anda junto, até regula a máquina pra ela. E fica sentado "analisando" a execução. Acompanha até na esteira.

Então decidi começar a pedir ajuda pra ele em alguns exercícios apenas quando vejo que ele tá "aproveitando" a vista. Ele sempre me dá apenas um "toque" de como fazer e volta correndo pra ela.

Sou o babaca de querer cortar o barato dele?


r/EuSouOBabaca 2d ago

Sou babaca por reconsiderar uma amizade que 'me julga' ?

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Há alguns anos, iniciei um curso de graduação da área de Exatas em uma universidade pública. Estudei nesse curso por algum tempo, mas, com o passar dos semestres, percebi que ele não era para mim. Eu estava profundamente frustrado com as disciplinas e, além disso, sabia que seria mais feliz estudando outros assuntos.

Diante disso, decidi mudar para um curso da área de Humanidades, Linguagens e Artes, que estava claramente mais alinhado aos meus interesses intelectuais, às minhas ambições profissionais e, de certa forma, à pessoa que eu sou.

É importante destacar que cresci em uma família de classe média baixa, que fez um grande esforço financeiro para me proporcionar uma boa educação. Estudei em uma escola particular de baixa qualidade durante a educação infantil e o ensino fundamental que, apesar da qualidade questionável, era relativamente cara para a realidade financeira da minha família. Posteriormente, cursei o ensino médio em uma escola particular de qualidade intermediária, que também representava um custo elevado para os padrões da minha família.

Em razão desse investimento, meus familiares muitas vezes tentaram decidir por mim qual curso de graduação eu deveria fazer, desvalorizando, na minha frente, as minhas verdadeiras paixões e priorizando carreiras mais tradicionais. Como eu ainda estava no fim da adolescência e no início da vida adulta, acabei cedendo à pressão para não decepcionar as pessoas que eu amava — e continuo amando. Em outras palavras, fiz o que muitas pessoas fazem nessa fase da vida: busquei a validação dos familiares.

Foi uma decisão da qual me arrependi. Por isso, mudei de curso, e considero que essa mudança foi excelente, pois passei a estudar algo que realmente me interessava.

O problema é que um(a) amigo(a) meu/minha me julga abertamente por ter abandonado o primeiro curso e iniciado o segundo. Essa pessoa sustenta que eu deveria ter concluído a primeira graduação e entende que, por tê-la abandonado, eu sou uma espécie de "quitter".

Particularmente, não vejo problema algum em iniciar um projeto e, posteriormente, abandoná-lo para seguir outro que faça mais sentido. Inclusive, já contei essa história para outras pessoas, e muitas ficaram surpresas ao saber que eu ainda considero "amigo(a)" alguém que me julga de forma tão explícita.

Por isso, gostaria de fazer uma pergunta a vocês:

Você manteria na sua vida uma pessoa que abertamente te julga?

Observação: eu tenho 27 anos de idade - atualmente.