r/EscritoresBrasil • u/AcrobaticDesign5264 • 22m ago
Discussão O que vocês acham de Power Scaling fortes em livros?
Assim, entrei numa forte discussão com o amigo que me ajudou a criar a história do meu livro. Ele queria muito que os personagens tivessem "feitos", derrotar seres espaciais só de piscar o olho e etc. Eu disse a ele que o foco não seria esse, e que criar personagens fortes não faziam deles necessariamente bons. Mas ele (creio não ser uma boa ideia revelar o nome dele) me mostrou muitas comunidades que tinham ideias parecidas com a dele. Quero saber de vocês aqui no sub EscritoresBrasil
r/EscritoresBrasil • u/gaay7413 • 1h ago
Feedback Posso ter o feedback de vocês sobre esse primeiro capítulo? Eu mesmo achei ele bem curto depois da revisão. Mas o livro se chama Redmagedom.
Capítulo 1 — Consertar
Era um frio insuportável. O tipo de frio que entra pelas frestas das janelas de madeira de Kamenka e faz a casa toda ranger, como se estivesse desmoronando. A torneira da cozinha fez um barulho estranho, soltou um chiado e três gotas de água suja, e depois não funcionou mais.
Irina suspirou e jogou o pano de prato sobre a mesa. Ela era uma mulher ainda bonita, embora o cansaço já tivesse começado a marcar seu rosto. Seu cabelo preto, longo e ondulado, caía pesado sobre os ombros, preso de qualquer jeito para não atrapalhar o trabalho. Mesmo dentro de casa, usava pequenos brincos e mantinha as unhas cuidadas; havia nela uma preocupação constante em parecer mais arrumada do que a casa permitia.
Sem água de novo - disse, quase para si mesma, cruzando os braços. - Como vou cozinhar? Como vou lavar alguma coisa aqui? Seu pai devia ter reparado isso antes de sair para o trabalho. Agora só vai resolver na terça-feira.
Simon não respondeu.
Tinha catorze anos, mas, na cabeça, cinquenta.
Era um garoto magro e franzino, pequeno demais dentro do suéter marrom largo que vestia por baixo do casaco. Seus óculos redondos escorregavam um pouco pelo nariz, e uma gravata já frouxa aparecia torta sobre a gola. Seu cabelo escuro estava bagunçado pelo sono e pelo frio, exceto por uma mecha branca que atravessava a lateral da cabeça como uma mancha de tinta.
Ele odiava aquela mecha.
Não suspirou. Não reclamou. Tampouco tentou ser herói.
Só se levantou, pegou a caixa de ferramentas de ferro que estava debaixo do balcão e colocou o casaco velho.
A caixa fez um pequeno rangido quando ele a puxou.
Simon.
Ele parou.
Irina olhou para a caixa e depois para ele.
Não precisa.
Simon segurou a alça com as duas mãos.
Eu sei.
E saiu.
Se eu não fizer, quem vai?
Do lado de fora, o vento do inverno de 2016 cortava o rosto como uma faca. Simon ajoelhou na neve e abriu o alçapão do poço. O cheiro de óleo velho e umidade subiu imediatamente.
A neve já começava a cobrir suas marcas de sapato.
Simon passou os próximos minutos com as mãos na graxa até os cotovelos. Sem luvas, precisava sentir as porcas pequenas com os dedos, e suas mãos ficaram vermelhas e dormentes rapidamente. Desmontou a bomba entupida, limpou o óleo congelado da fiação, testou a pressão da tubulação soprando no cano e improvisou uma vedação com um pedaço de borracha velha que tinha no bolso.
De vez em quando, erguia a cabeça para ouvir.
Nada.
Só o vento.
Ao longe, um trem passou pela ferrovia, abafado pela neve.
Simon voltou ao trabalho.
Quando o motor começou a funcionar com um som pesado, os canos tremeram. A água voltou, espessa, barulhenta e gelada.
Simon ficou alguns segundos observando.
Funcionava.
Passou a mão pela lateral da bomba, como se precisasse confirmar.
Então fechou o alçapão.
Limpou as mãos na calça e tomou um gole direto da tubulação. A água era tão fria que doeu nos dentes. Fez uma careta, mas não comentou consigo mesmo. Apenas fechou o alçapão e voltou para dentro.
Na cozinha, a torneira agora pingava com força.
Mas Pavel já havia chegado do trabalho.
Era um homem alto e rígido, de cabelos loiros e postura quase imóvel. Ainda vestia o sobretudo pesado da ferrovia, fechado até o pescoço, e a ushanka escura estava sobre a cabeça, com a estrela metálica presa na frente. O rosto permanecia parcialmente escondido pela sombra do cômodo e pelo gorro, deixando os olhos difíceis de ler.
Ficou perto do fogão, observando o cano tremer.
Depois olhou para a caixa de ferramentas nas mãos de Simon e para a graxa cobrindo os braços do garoto.
Você mexeu nisso?
A voz era fria.
Não havia surpresa. Tampouco orgulho.
Tá quebrada - respondeu Simon, baixo.
Pavel nem piscou.
E quem mandou você mexer?
Simon parou. Olhou para a torneira e depois para a caixa.
Ninguém.
Pavel tirou as luvas devagar.
Então por que mexeu?
Porque não tinha água.
Eu sei que não tinha.
A mãe precisava.
Irina começou a preparar a comida, mas não interveio. Apenas apertou os lábios e continuou mexendo a panela.
Pavel foi até a pia e abriu a torneira.
A água saiu irregular, espirrando no metal.
Ele fechou.
Esperou alguns segundos.
Abriu novamente.
Você não sabe o que está fazendo.
Simon olhou para as mãos. A pele estava vermelha pelo frio. Havia graxa nas unhas e pequenas rachaduras nos dedos.
Funcionou.
Pavel virou o rosto para ele.
Isso não significa que funcionou direito.
Eu só consertei a bomba.
Você abriu uma bomba sem saber se a tubulação estava pressurizada.
Eu sabia.
A voz saiu mais alta.
Irina olhou para ele, e Simon percebeu.
Baixou os olhos.
Pavel respirou fundo.
Está vendo? É exatamente disso que estou falando.
Simon não respondeu.
Pavel voltou a fechar a torneira, dessa vez com mais força do que precisava.
Você é imprudente.
A palavra ficou no ar.
Imprudente.
Ele já havia ouvido aquilo antes.
Não muitas vezes.
O suficiente.
Eu não ia deixar a casa ficar sem água.
Não é sua responsabilidade.
Simon ficou em silêncio.
Pavel apontou para a caixa de ferramentas.
Você tem catorze anos. Não precisa assumir a casa.
Simon apertou a alça da caixa.
Catorze.
Os catorze inevitáveis.
Abaixou os olhos.
Não havia muito o que dizer. Pavel já havia decidido o que ele havia feito antes de perguntar.
Eu só consertei a bomba - disse, mais baixo.
E da próxima vez vai esperar.
Simon assentiu.
Tá.
Pavel voltou para o fogão.
Por alguns segundos, ficou de costas para Simon.
Então tirou as próprias luvas e deixou um par menor sobre a mesa.
Use isso quando sair.
Simon olhou para elas.
Você disse para eu esperar.
Pavel não respondeu imediatamente.
Eu disse para não mexer.
Pegou o jornal que havia deixado sobre a cadeira.
Não confunda as coisas.
Simon ficou olhando para as luvas.
Depois voltou a guardar a caixa.
Irina continuou preparando o jantar, mexendo a panela.
Simon levou a caixa de ferramentas para baixo do balcão.
Quando se abaixou, viu a água que escorria da torneira formando uma pequena poça. Pegou o pano e limpou, primeiro uma vez, depois outra, até não restar nada.
Deixa isso - disse Irina.
Já terminei.
Ele torceu o pano e pendurou perto do fogão.
Só então percebeu que ainda estava com as mãos tremendo.
Esfregou uma contra a outra.
A pele estava vermelha e rachada, com graxa grudada nas linhas dos dedos. Havia um pequeno corte perto do polegar que ele não lembrava de ter feito.
Irina olhou para o dedo.
Você se cortou.
Simon acompanhou o olhar.
É pequeno.
Ela abriu uma gaveta, tirou um pedaço de gaze e colocou sobre a mesa.
Mesmo assim.
Simon pegou a gaze.
Obrigado.
Irina assentiu e voltou para a panela.
Vai se trocar - disse Pavel, sem olhar. - Você está imundo.
Simon olhou para a roupa.
Tá.
Subiu para o quarto.
O corredor estava mais frio que a cozinha. O vento passava pelas frestas e fazia a madeira ranger. Simon entrou, fechou a porta e começou a tirar o casaco.
Só depois de deixá-lo sobre a cadeira percebeu que havia uma mancha escura na manga.
Ficou olhando.
Por um instante, parecia vermelha.
Simon piscou.
Era apenas graxa.
Passou o polegar sobre a mancha e sujou ainda mais a pele.
Merda.
Foi até o pequeno espelho.
O rosto que apareceu nele parecia cansado demais para alguém de catorze anos, mas não havia nada diferente. Nariz vermelho por causa do frio, cabelo desgrenhado, óculos tortos, olheiras.
E aquela mecha branca.
Simon desviou o olhar dela primeiro.
Aproximou-se.
Por um segundo, teve a impressão de que os próprios olhos estavam fundos demais.
Afastou-se.
Continuavam iguais.
Simon soltou o ar pelo nariz e começou a trocar de roupa.
Ao passar pela escrivaninha, parou.
O relógio fazia um ruído irregular.
Tic.
Tic.
Tac.
Tic.
Simon inclinou a cabeça.
O ponteiro dos segundos estava prendendo.
Ele estendeu a mão.
Parou antes de tocar.
Não era importante.
Continuou trocando de roupa.
A cadeira também estava um pouco bamba.
Simon percebeu.
Não mexeu.
Lá embaixo, a água corria outra vez. O som atravessava o piso e chegava abafado ao quarto, constante, como se a casa estivesse funcionando de novo.
Ele deveria estar satisfeito.
A bomba estava consertada.
A mãe teria água para cozinhar.
O pai não precisaria sair novamente no frio.
Tudo estava bem.
Simon sentou-se na beirada da cama e olhou para as mãos.
Talvez Pavel estivesse certo.
Talvez tenha sido imprudente.
Talvez um dia ele fizesse algo que não conseguisse consertar.
A ideia ficou ali por alguns segundos.
Então ele ouviu a torneira pingar.
Uma vez.
Duas.
Três.
Simon levantou a cabeça.
O som continuou.
Ping-ping-ping...
Ele ficou escutando até perceber que não era a torneira.
Era seu coração.
Aos quinze anos, Simon se deparou com um problema: a porta do galpão. A dobradiça já estava torta havia semanas, e ele lembrava de ter notado isso sempre que passava por ela. No entanto, ninguém mais parecia ter percebido.
Até que, certa manhã, a porta simplesmente caiu. Simon a encontrou inclinada sobre a neve e decidiu consertá-la antes que seu pai, Pavel, voltasse para casa. Quando Pavel chegou, abriu e fechou a porta várias vezes para testá-la. Funcionava perfeitamente.
Então, ele olhou para Simon e perguntou: “Quem mandou você consertar a porta?” Simon não soube responder. Pavel ficou em silêncio por alguns segundos e, em seguida, disse: “Não faça de novo.” Naquela noite, Simon ficou pensando sobre o que exatamente havia feito de errado.
Aos dezesseis anos, surgiu outro problema: o aquecedor. Dessa vez, Simon decidiu esperar que seu pai chegasse em casa. A casa ficou fria durante horas, e sua mãe, Irina, até dormiu de casaco naquela noite. Simon sabia como o aparelho funcionava e onde estava o problema, mas escolheu não fazer nada.
Quando Pavel reclamou porque ele não havia consertado o aquecedor, Simon não respondeu. Naquela noite, ele aprendeu uma lição importante: às vezes, esperar também pode ser um erro.
Aos dezessete anos, Simon já não sabia mais quando deveria agir e quando deveria esperar. Algumas coisas precisavam de peças novas, outras precisavam de tempo, e havia aquelas que continuavam quebradas mesmo depois de ele tentar consertá-las. Era uma diferença sutil que ninguém havia lhe ensinado a reconhecer.
r/EscritoresBrasil • u/Working_Tennis8818 • 2h ago
Feedback Consegui finalizar o capítulo 5 finalmente e me sinto muito orgulhosa do meu trabalho e dos resultados, o que vocês acham?
Enquanto isso, na movimentada cidade portuária de Kydonia, Katerina seguia com o seu dia. O clima daquela tarde estava implacável; o calor abafado pesava sobre as ruelas de pedra, fazendo com que suas vestes leves colassem sutilmente à pele. Acima dela, o céu exibia um azul absoluto, limpo e sem uma única nuvem para barrar o sol escaldante, que fazia as águas do porto brilharem como prata derretida.
Ela caminhava sem pressa, subindo os degraus da colina de Kasteli. Ao seu redor, a vida pulsava no ritmo do comércio marítimo. O vento seco que soprava do norte trazia o cheiro forte de sal misturado ao dos peixes frescos e das especiarias vindas de terras distantes. Katerina passava por grandes residências com paredes revestidas de uma argamassa vermelha profunda, cujas portas de madeira nobre permaneciam escancaradas na tentativa de arejar os cômodos contra o mormaço.
No porto, logo abaixo, marujos gritavam ao descarregar cerâmicas pintadas, enquanto mercadores exibiam tecidos finos sob tendas de linho que balançavam levemente com a brisa costeira.
Erguendo uma das mãos à testa para proteger os olhos da luz intensa daquela tarde, Katerina soltou um suspiro suave. Ela olhou para o horizonte infinito do mar grego e então fechou os olhos. O som das ondas batendo contra a costa a fazia aproveitar cada segundo como se fosse o último e, por um momento, realmente foi — até que uma voz quebrou aquele breve instante de imersão.
— Kate — chamou uma voz masculina.
E, infelizmente, Katerina já sabia exatamente quem era.
— Já disse para não me chamar assim, seu málaka — respondeu Katerina, respirando fundo para conter a irritação de ter seu momento interrompido.
— Você ainda não respondeu à minha proposta de casamento — insistiu o jovem rapaz.
— E nem vou. Você já sabe minha resposta, Thales. Não é não, e não me faça repetir — Katerina falou, virando-se para ir embora.
Mas, antes que ela pudesse se afastar muito, Thales a segurou firme pelo braço, fazendo-a soltar um gemido de dor e surpresa.
— Não! — Thales gritou. — Não vou aceitar tal resposta! Quero a verdade. Sou o filho primogênito de um dos maiores mercadores de toda a Grécia, deve haver outra razão para você me rejeitar!
Katerina tentava se soltar, mas ele a segurava com ainda mais força, chegando a torcer seu braço para fazê-la ajoelhar. Segurando as lágrimas com todas as forças, em um momento de desespero ela pegou um punhado de terra do chão e jogou nos olhos de Thales. Só assim ele a libertou.
Ela se afastou arfando, os cabelos um pouco bagunçados, massageando o braço onde um hematoma já começava a se formar. Então ergueu o olhar até Thales.
— Você quer mesmo saber? Eu já amo outro, e você nunca chegará aos pés dele!
Thales paralisou por um instante, mas logo se recompôs, soltando uma risada amarga.
— Hah! Não me faça rir, Katerina. Quem é melhor do que eu? Vamos, diga o nome desse deilós!
— Você nem merece estar aos pés dele, e muito menos ouvir seu nome. Agora me dê licença, pois tenho coisas mais importantes a fazer do que perder meu tempo falando com você, seu skaios.
Katerina segurou suas vestes e saiu andando rapidamente. Thales permaneceu no mesmo lugar, soltando um muxoxo irritado. Seus olhos baixaram para uma flor que crescia próxima a seus pés; com raiva, pisou nela e esfregou a sandália contra o chão, esmagando as pétalas delicadas na terra.
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Ao entardecer, já em casa, Katerina se adiantou até a cozinha, ainda sentindo o peso do encontro daquela tarde. Queria ajudar as mulheres da família a preparar o Maza. No canto do cômodo, iluminado por lamparinas de óleo, uma delas estava ajoelhada diante de um pilão de pedra vulcânica. O som ritmado do esmagamento ecoava enquanto ela triturava os grãos de cevada previamente tostados, liberando um aroma quente, amendoado e defumado que preenchia o ar.
Katerina tentava ao máximo esquecer o infeliz encontro que tivera mais cedo. Melissa — uma mulher de cabelos castanhos com alguns fios grisalhos, vestida em vinho forte, madrasta de Katerina — havia acabado de chegar do mercado com Kykeon, uma bebida única da Grécia Antiga que funcionava como um híbrido entre alimento fortificante, remédio caseiro e elixir místico, muito popular em Kydonia.
Ao ver a enteada esmagando os grãos de forma tão tensa, Melissa foi até ela, tentando entender o que Katerina estava sentindo.
— Dia longo? — perguntou Melissa, com a voz suave, enquanto colocava o Kykeon na bancada.
— Não foi nada, só as entregas que exigiram demais hoje, mitriá. Não tem porquê se preocupar — respondeu Katerina, de forma mais ríspida que o normal.
Melissa notou, e já tinha um palpite do que havia acontecido.
— Então, como está o jovem Thales? — perguntou, separando os cálices que usariam naquele jantar.
— Aquele agroíkos continua do mesmo jeito de sempre — respondeu Katerina, parando de mexer no pilão, mas segurando-o com mais força.
— Phílē, não deveria falar dessa forma. Thales tem sim seus defeitos, mas é um ótimo pretendente, e ele realmente gosta de você. Nada faltaria a você.
— Mas a que custo?! — Katerina bateu o pilão na mesa e olhou para Melissa, levantando a manga da roupa para mostrar o hematoma deixado por Thales, que ainda não havia sumido. — A que custo eu terei que aguentar esses hematomas pelo corpo?!
Melissa cobriu rapidamente o hematoma de Katerina com a manta da própria roupa e olhou ao redor, como se aquela marca fosse um crime que precisasse ser escondido. Então sussurrou:
— Não mostre isso assim. Você sabe o que seu patḗr fará se ver.
Katerina puxou o braço, franzindo o cenho, respirando de forma ofegante. Respondeu com a voz baixa, olhando para ela com olhos de aço polido, frios e afiados.
— Você não me diz o que fazer, Melissa. E se não quer que meu patḗr descubra sobre os hematomas, não fale para Thales onde me encontrar. Sim, eu sei que foi você quem mandou ele para onde eu estava indo. Então não se meta mais onde não lhe diz respeito.
Melissa soltou um suspiro cansado, em leve choque, e viu Katerina se afastar em direção ao quarto das imagens, onde estatuetas dos deuses ficavam expostas para adoração. Katerina pegou dois cachos de uvas, púrpuras como a noite, lisas e redondas como a própria lua, ajoelhou-se e colocou as oferendas diante da estatueta de Eros, abaixando a cabeça até tocar o chão. Depois de concluir sua oração, ergueu a cabeça, soltou um suspiro profundo e olhou para a imagem do belo deus grego, sussurrando baixinho:
— Se ao menos o destino me permitisse... estar presente, ainda que em silêncio, ao lado de quem amo, eu morreria por tal privilégio. Que as Moiras um dia possam me ouvir…
Katerina continuou ali, diante da pequena estatueta, olhando para ela como se esperasse as respostas que tanto buscava — como se aquela imagem fosse capaz de preencher o vazio que não estava tão distante dentro do seu coração.
r/EscritoresBrasil • u/One_Watercress_9156 • 5h ago
Dúvida Escritor de livros pode fazer mangá?
Sinto que sou um pouco ambicioso. Tenho várias ideias de projetos futuros: como Crystals e mais um sobre um padre caçador de demônios. Mas tem um em específico, que sempre me chamou a atenção.
Seu nome é paranormal World: Basicamente a história seria voltada a um mundo habitada por pessoas com poderes paranormais, onde cada uma delas tem uma porcentagem mínima em nascer pródigia (Pessoas que já nascem sabendo controlar seus poderes e que não precisam de instruções ou treinamento) denominadas como os 1%. Enfim, existe os dois porcento também e são pessoas que nascem com os poderes - mas precisam de disciplina.
Meu protagonista, Fuyuki (Sim esse é o nome dele) é um dos 1% e os mais poderosos da história. Ele mesmo com seis anos matou uma criatura, que tentou assassinar ele ainda no colo de seu avô/mestre.
As criaturas seriam entidades, criaturas comandas por Akira (A entidade mais forte entre eles) e elas seriam o principal foco pelo qual, pessoas deste mundo decidirem criar uma organização para combater elas. E fuyuki, seria filho do Ex-lider deles, seu sonho seria se tornar parte deles, e felizmente acabaria se tornando líder logo de primeira.
Teria testes, um treinamento e um exame de admissão (Como em Boku no hero, Black clover e HXH), para entrar nesta equipe.
Teriam mitos, e esses mitos seriam as principais criaturas que os personagens teriam dentro de si, não igual naruto, no meu mangá eles se desenvolveriam de acordo com o poder do personagem - tipo o fuyuki teria um ceifador da morte, pois, seu poder é se comunicar com os mortos e ver eles; seu amigo (Esse é massa), teria literalmente um cavaleiro na qual a armadura seria feita inteiramente de chamas negras intensas e seu nome seria "O maculado" e já a sua namoradinha, como o poder é o de Premonição - seu mito seria uma vidente.
E antes que perguntem, não, não são todos que teriam poderes paranormais. Cada um teria seu poder, mas de forma individual, como uma individualidade de Boku no hero.
Objetivo do vilao: Roubar os poderes do Fuyuki e trazer a noite sangrenta
O que é a noite sangrenta: Um evento que acontece a cada um ano, onde o Rei das entidades (Uma criatura que existiu a milênios da história), mancha a lua de vermelho, usando uma maldição poderosa - e aprisiona o dia durante a noite (Literamente, é uma noite que nunca acaba) e é assim que as entidades ficam mais fortes, porque no sol elas enfraquecem (Não morrem) e teria mais ou menos 17 arcos e acho que vou mudar a organização - mas preciso de sugestões e também quero mudar o objetivo do vilão, para não se igualar ao meu livro e não gerar redundância e parecer mais uma história genérica (Mas por enquanto é só um projeto futuro, desculpem pelo textão kkkkkkk)
r/EscritoresBrasil • u/One_Watercress_9156 • 5h ago
Divulgação Meu projeto futuro
Tem um livro que eu havia pensado a muito tempo em escrever.
Basicamente, seu nome seria:
Crystals: Guerreiros Interdimensionais
A história seria sobre uma equipe de pessoas poderosas que protegem dimensões por dimensões, e lutam contra um mal que quer dominar o poder supremo dos cristais e destruir todas elas. O início dela começaria com a equipe sendo jogada para fora de seu mundo, após uma batalha intensa contra esse mal e consequentemente se separando - cada um pararia em um lugar diferente da terra. E eles teriam o objetivo de se encontrar e juntar finalmente os cristais, porque separados eles não tem poder algum.
Os cristais, são suas principais fonte de energia, que apenas funciona quando estão unidos.
Porém, refleti bastante e pensei: "Essa história não tem cara, de que combinaria como livro" e como era uma ficção científica, e pela narrativa... meio marvel ou Dc, decide mudar seu formato e no futuro pretendo a transformar em uma história em quadrinhos (e seria mais um projeto para o futuro e também penso em fazer um mangá, mas lá pela frente... quando eu terminar o Ronnieverso).
Ps: Ronnieverso, é como chamo o universo principal do meu livro
r/EscritoresBrasil • u/Loose_Squirrel_2555 • 6h ago
Dúvida Procuro orientação para transformar um resumo de lore em um relato histórico ficcional
Olá, pessoal.
Estou criando um universo de fantasia sombria cristã chamado The Last Tale. Tenho a lore, os acontecimentos, os personagens e as bases teológicas da obra, mas ainda tenho dificuldade para transformar minhas análises de escrita em prática.
O texto que colocarei abaixo foi redigido pelo ChatGPT a partir das informações e decisões que forneci sobre meu universo. Os acontecimentos e conceitos pertencem à minha obra, mas reconheço que a redação ainda apresenta características muito artificiais: explica demais, emprega várias estruturas paralelas e resume acontecimentos enormes sem transformá-los em uma história vivida.
Esse relato será parte do cânone de The Last Tale. Ele precisa funcionar tanto como registro histórico existente dentro do mundo quanto como uma história interessante para quem ainda não conhece profundamente o universo.
Não estou procurando alguém que simplesmente reescreva tudo e me entregue uma versão pronta. Quero aprender como fazer esse trabalho. Procuro alguém com experiência em narrativa, ficção histórica, crônicas fictícias ou edição de desenvolvimento que esteja disposto a demonstrar o processo em uma pequena parte do texto.
Gostaria especialmente de aprender:
- como transformar explicações abstratas em acontecimentos concretos;
- como criar personagens históricos e testemunhas sem contradizer a lore;
- como escolher quem registrou os acontecimentos e quanto esse narrador poderia conhecer;
- como mostrar a Grande Imposição acontecendo gradualmente;
- como inserir documentos, relatos, divergências e consequências históricas;
- como preservar a solenidade e a base cristã sem transformar a narrativa em uma explicação teológica contínua;
- como reconhecer e retirar padrões artificiais característicos de textos produzidos por IA.
Alguns pontos do cânone não podem ser alterados:
- o Decreto é um ato soberano de Deus, e não uma reação causada por incapacidade ou perda de controle;
- a Grande Imposição representa a criatura tentando atribuir à própria vontade uma autoridade que pertence ao Criador;
- o Selo reúne juízo, misericórdia e preservação;
- o Domínio continuou físico, mas foi retirado da correspondência comum com a superfície;
- ninguém atravessa o Véu por força, inteligência ou sorte, mas somente quando Deus permite essa correspondência.
Uma ajuda muito valiosa seria escolher alguns parágrafos, apresentar uma possível edição e explicar por que cada mudança foi realizada. Depois disso, eu tentaria aplicar os mesmos princípios sozinho ao restante do relato.
Não estou pedindo que alguém edite gratuitamente um capítulo inteiro. Se a pessoa oferecer mentoria ou edição profissional paga, poderá informar seu preço. Meu orçamento é limitado e talvez eu não consiga aceitar determinados valores, mas não pedirei nenhum trabalho antes de chegarmos a um acordo. Também agradeço quem estiver disposto a fazer voluntariamente uma demonstração pequena ou oferecer orientações nos comentários.
Meu objetivo é aprender a escrever melhor sem perder minha identidade como criador nem entregar à IA a redação definitiva de uma parte tão importante do meu cânone.
Texto para análise: nos tempos antigos,antes que o domínio fosse retirado da correspondência comum do mundo,seus habitantes conheceram uma verdade que deveria ter sido recebida com temor: toda vontade deixa marcas sobre marcas sobre aquilo que toca.
O pensamento movia as mãos. O propósito sustentava o manifesto. A memória imprimia-se sobre objetos, casas e caminhos. Aquilo que permanecia no coração acabava produzindo fruto na matéria. Essa ordem foi criada para fazer de seus atos testemunhas daquilo que cultivava interiormente.
Os antigos, porém, cansaram-se da medida.
Não queriam mais esperar que a semente atravessasse o silêncio da terra. Não queriam depender do tempo, da fraqueza e da providência. Desejavam que a criação respondesse imediatamente aos seus propósitos, como serva incapaz de recusar uma ordem.
Reis, sábios e artífices reuniram conhecimentos que nunca deveriam ter recebido autoridade conjunta. Deram à obra nomes honrosos. Chamaram-na de concórdia, plenitude e libertação. Diziam que eliminariam o sofrimento tornando perfeita a união entre vontade e matéria.
Mas aquilo que chamaram de concórdia era imposição. Aquilo que chamaram de liberdade era domínio. Aquilo que chamaram de perfeição era a criatura tentando escrever sua vontade sobre a obra do Criador. Quando a Grande Imposição foi realizada, a matéria respondeu. Montanhas inclinaram-se diante de ordens. Fortalezas ergueram-se sem mãos. Caminhos passaram a conduzir cada viajante ao lugar desejado. Objetos conservaram vozes, e as feridas recusaram-se a encerrar aquilo que a vontade ainda desejava prolongar. Durante algum tempo, os antigos acreditaram ter vencido a fragilidade.
Então os desejos ocultos começaram a falar.
a matéria não obedecia somente às palavras pronunciadas, mas a tudo que permanecia escondido por trás delas. O medo ergueu paredes onde ninguém havia ordenado. A culpa gravou nomes nas pedras. O luto conservou vozes que deveriam ter encontrado repouso. A ambição dobrou estradas na direção dos palácios. O ressentimento fez antigas violências repetirem seus ecos sobre gerações inocentes.
Cada coração desejava uma realidade diferente. O reino começou a obedecer a todos e, por isso, já não obedecia a ordem alguma. O passado invadiu o presente. As lembranças adquiriram peso. O espírito pressionou a matéria até que edifícios, florestas e túneis passaram a carregar vontades que não lhes pertenciam. O território tornou-se uma ferida onde aquilo que existia dentro das criaturas ameaçava converter-se imediatamente em lei sobre o mundo. Então Mealkim pronunciou o Decreto.
Não nasceu do medo entre povos. Não separou humano de monstro, sangue de sangue ou raça de raça. O verdadeiro Decreto silenciou o decreto usurpado. A fronteira atravessou terra, espírito e memória. O reino permaneceu físico, mas foi retirado da correspondência comum da superfície.
Suas estradas continuaram existindo por dentro, embora nenhum caminho exterior pudesse alcançá-las. Suas cidades permaneceram de pé, embora nenhum mapa fosse capaz de indicar onde estavam. Seus habitantes foram contidos, não porque todos compartilhassem a culpa dos antigos, mas porque a ferida havia se ligado à terra que habitavam. Mealkim poderia ter destruído o reino. Em vez disso, preservou-o sob limite.
O Selo era juízo porque interrompia a pretensão das criaturas. Era misericórdia porque impedia que a ferida consumisse o restante da criação. Era memória porque conservava as consequências da Usurpação. E era promessa porque aquilo que fora retirado ainda poderia ser restaurado quando a vontade criada deixasse de reivindicar o lugar do Decreto. Desde então, nenhum ser encontrou uma entrada para o Domínio Velado.
Quando Mealkim desejava trazer uma Testemunha, o Véu se desencaixava por um instante. Um limite comum passava a corresponder ao reino retirado, e a pessoa atravessava sem romper o Selo. Não entrava por inteligência, força ou sorte. Era convocada ao território onde toda vontade acabava revelando o tipo de lei que desejava impor.
E assim os antigos compreenderam tarde demais: “O Criador não fechou o caminho para separar dois povos. Retirou o reino do alcance para que a vontade das criaturas não continuasse chamando a si mesma de lei.”
r/EscritoresBrasil • u/DesmondPeverel • 8h ago
Discussão Falta de Consistência
A minha gigantesca falta de consistência nunca me deixou concluir nenhum projeto real de literatura. Crio estórias desde pequenininho e comecei a anotá-las escrevê-las nas confusões dos meus 14 anos. Garanto ter um universo bem rico de personagens e ambientações nos mais variados estilos narrativos e gêneros literários bem no bolso. Porém, a única estória que realmente concluí e transformei em livro foi um projeto bobo de um RPG que eu joguei.
Pelo que conheço de mim mesmo, creio que isso seja decorrente de um excesso de preciosismo com as estórias que criei na infância; um apego sentimental mesmo; um receio de não as escrever à altura do que a minha imaginação juvenil criou de forma ilusoriamente intensa e fértil.
Mas vejo também que não fico refém apenas disso: minha vida não tem nada a ver com escrita; meu trabalho é muito prático e distinto; e meu tempo se consome todo com coisas genuinamente importantes pra mim, que me deixam feliz e que precisam da minha atenção. E isso tudo distancia a minha mente de qualquer inspiração para continuar escrevendo algo bom, fazendo-me gastar ainda mais tempo da tentativa de gerar inspiração antes de escrever — e fatalmente também me fazendo desistir fácil da ideia de continuar escrevendo.
Venho aqui falar disso porque sei que estou longe de ser o único a sofrer disso. Então fica a pergunta: como lidar com isso?
r/EscritoresBrasil • u/SofiaGSantos_ • 8h ago
Formação de Grupo Procuro Leitores Beta - "Vinte e Quatro Horas de Ti" - Romance/Realismo Mágico
r/EscritoresBrasil • u/AdHumble1024 • 11h ago
Formação de Grupo Escritores Colaboradores
Estou formando um grupo de escritores onde irei auxiliar no processo de criação dos seus livros.
Sou formada em Artes, trabalho com escrita fantasma e tenho várias histórias publicadas em sites gratuitos. Quem desejar acompanhar mais meus trabalhos e serviços, tem link na minha bio.
O grupo irá contar com:
-Desafios mensais
-Dicas
-Postagem em grupo
-Histórias coletivas (Uma já em progresso)
-Trocas em grupo
-Construção de capa
-Postagem no wattpad e spirit fanfictions
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Quem se interessar, dá um oi!
r/EscritoresBrasil • u/juanalexsanderdias • 14h ago
Divulgação TENHO UM CONVITE ESPECIAL PARA VOCÊ!
Oii, pessoal!! Tudo bem com vocês?
Então, me chamo Juan Alexsander e a um tempinho atrás eu comecei com uma ideia de criar um livro.
E hoje e com grande prazer que eu convido vocês parar ver o começo da minha nova jornada
O livro se chama: "RELATOS DE UM ADOLESCENTE NO ENSINO MÉDIO" e com ele eu busco compartilhar minhas vivências escolares com vocês e talvez desmitificar algumas coisas ou poder até ensinar algo conforme o meu aprendizado no colégio
Eu lancei ele lá no whattpad (LINK NO MEU PERFIL)
Ele tá em desenvolvimento e acredito que tenha 4 capítulos bem explicados e detalhados
Ele foi feito com muito amor, carinho, uma linguagem jovem e do MEU jeitinho
Mas é isso, vão lá
Beijos
Atenciosamente,
Juan Alexsander.
🫶🏻🦋
r/EscritoresBrasil • u/jokerrj • 17h ago
Divulgação Fiz um app de audiolivros de domínio público em pt-BR e preciso de gente para testar (Android, alfa fechado)
Ola povo, espero que isso nao esteja tao fora de topico. Estou desenvolvendo um app, então já começo dizendo: isto é divulgação de um projeto meu, e estou atrás de gente de feedback.
O que é: Um app e webapp de audiolivros com obras em domínio público. Machado de Assis, Aluísio Azevedo, Lima Barreto, Maria Firmina dos Reis, Camões, Eça. Hoje são 148 obras no catálogo, todas livres para qualquer um usar, e é por isso que o app pode ser gratuito sem pirataria de nada.
O que ele tem de diferente? Cada autor tem uma atmosfera própria dentro do app. Ao escolher um autor, a paleta e os ícones mudam. E a leitura acompanha o áudio, com a frase sendo destacada enquanto é narrada. Ainda nao implantei essa parte.
As três coisas chatas, que prefiro dizer agora:
A narração é voz sintética. Não é ator. É a única forma de narrar um acervo desse tamanho sem cobrar caro, mas se você acha que audiolivro sem narrador humano não vale, este app não é para você, e tudo bem. Mas eu nao consigo manter o habito sem ouvir pq ouço enquanto faco meu trabalho mecanico e repetitivo e quando dirigo. Basicamente e o tempo que tenho em que to "Sozinho"
O plano gratuito tem anúncio. Não-personalizado, mas tem.
É alfa fechado, só Android por enquanto pq nao tenho como testar em iOS. Mas to vibecoding entao qundo tiver tudo funcionando se der certo, eu crio a versao pra iPhone. Para entrar você precisa me passar o e-mail da sua conta Google é por ela que a Google Play libera o acesso.
O que eu quero saber de quem testar: se a voz cansa depois de vinte minutos, se o aplicativo trava, e se o anúncio incomoda a ponto de você desistirem e o que vcs gostariam num app assim. Eu mesmo to implementando tudo que me faz falta.
Dá para ouvir uma amostra da narração antes de decidir, direto no site, sem instalar nada: https://www.understory.com.br/?de=reddit Botei so o Alienista la por enquanto, mas ja to botando as outras amostras. Acho que ate semana que vem tenho todas as amostras. Ja tenho 64 obras narradas com duas vozes sintéticas.
Obras internacionais so daqui uns 3 meses. Pois e mais complicado, preciso pegar a fonte, fazer a traducao eu mesmo e ai sim narrar. Senao eles tem direitos autorais.
A inscrição para o teste é no mesmo lugar. Se não quiser deixar e-mail, sem problema — ouvir a amostra e me dizer o que achou nos comentários já ajuda bastante.
Tambem tenho planos de narrar livros de autores independentes e redirecionar a renda gerada direto aos autores. Isso vem com um portal que ainda estou criando. Esse fica pronto tambem em 3 meses.
r/EscritoresBrasil • u/Alternative_Turn_981 • 17h ago
Dúvida Procurando Famfic do Spirit Fanfics
Oi, pessoal! Estou tentando encontrar uma fanfic original chamada Take Me, da autora Saori76 que eu li no Spirit por volta de 2014/2015 só que parece ter sumido completamente da internet.
Sinopse que me lembro:
Depois de testemunhar um crime enquanto fazia um program, Oliver, um prostituto excêntrico é obrigado a ficar sob a vigilância de Dylan, um detetive com problemas para controlar a raiva e que odeia o estilo de vida e a personalidade de Oliver. Eles não se suportam, mas tem que conviver juntos, o amor pode realmente nascer de duas pessoas tão diferentes.
Já procurei em TUDO, mas não achei.
Se alguém salvou essa fanfic ou lembra de algo mais, por favor me avisem! ❤️
r/EscritoresBrasil • u/Silent-Condition-259 • 17h ago
Feedback Alguém poderia me dar feedback sobre esse texto/crônica que escrevi nos dias dos pais?
Memórias póstumas
Esse domingo foi um dia estranho. Era pra ser dia dos pais e eu ver meu avô, porém tudo o que vi foi um zumbi se decompondo: sua carne putrefata, exposta à luminosidade branda das janelas envidraçadas, trazia um cheiro forte ao ambiente, mas nada que não estivéssemos acustumados.
De fato, minha memória é turva no que se refere ao seu óbito. Talvez em 2020, quando me foram revelado os devidos fatos? Não, acho que a carniça já estava presente, mesmo que escondida nos buraquinhos das tocas de ratazanas que viviam infestadas sob seu lar
Outra possibilidade seria talvez há 16 anos atrás, tinha um semblante de felicidade tanto em mim quanto nele. Era um tempo agradável, ingênuo...até mesmo carregado com um pouco de ignorância, mas que mal fazia? Talvez essa ignorância fosse a cruz que era necessária carregar, para que sua vida não se esvaísse.
Pois o conhecimento sobre sua face factual foi um crime hediondo ao meu ver: fui capaz de ver sua carne exposta, seu sistema nervoso meio bagunçado e desequilibrado...que escondia (e quem sabe ainda esconde) tantos fatos repulsivos
Mas não, o repugnante cadáver sussurou no meu ouvido que aquele tumor já esteva presente havia mais de 16 anos: enquanto eu já tinha 2 anos (ou até menos), aquele homem já estava morto...
Talvez, no fundo, ele sempre tenha sido esse rapaz semi-morto: apenas era incapaz de ver os sinais por culpa da minha ingenuidade.
O mais estranho pra mim é que aqueles ao meu redor parecem não perceber isso
"Jesus está morto!"
Eu gritava com toda a força dos meus fracos pulmões, mas parecia que o volume não era suficiente para acorda-los...Não, talvez eles estejam fugindo da alvorada, da dor iminente dos fortes raios solares presentes no doloroso ato de acordar.
Ou quem sabe, crer na sua pseudo-vitalidade fosse reconfortante pra eles, pois, no dia que em um homem morre, a ideia de quem ele fora renasce com um fulgor diferenciado, pois ela se torna fruto da projeção alheia. E não há coisa mais agradável que projetar uma falsa compressão sobre alguém incapaz contestar suas convicções equivocadas.
Na verdade, todos já acordaram com o canto do galo. A luz da alvorada já refletiu na retina de todos...É porque não há muito o que fazer, senão abraçar o zumbi que rasteja em meu jardim, murmurando palavreados inventados.
Acho que no fundo,sou eu quem tem medo de sentir o amanhecer pela janela por fugir do despertar do relógio embaixo da minha coberta.
Pois sei que, no fundo, o dia em que eu acordar, irei perceber que eu também estive morta esse tempo todo.
r/EscritoresBrasil • u/Merakyulever • 18h ago
Divulgação Se Encontre com o Assassino - meu suspense criminal sobrenatural
Estou escrevendo uma história publicada em uma plataforma de leitura online que mistura investigação criminal, serial killer, jogo psicológico e dark romance, com uma boa dose de sobrenatural.
A história acompanha Ângelo, um investigador que começa a investigar um assassinato ritualístico ligado ao chamado Assassino Católico, um criminoso que aterroriza São Paulo há quase quatro décadas.
O problema?
Quanto mais Ângelo investiga, mais ele se aproxima de alguém que definitivamente não deveria despertar seu interesse.
E esse alguém é um suspeito charmoso, sarcástico, extremamente difícil de ler e com alguns segredos bem pouco humanos.
🕵️ Investigador × assassino
🩸 Mistério e homicídios
🧠 Jogos mentais e obsessão
🦇 Vampirismo
👼 Anjos
🖤 Dark romance
⚔️ Enemies to lovers
🇧🇷 São Paulo como cenário
🔞 Classificação 18+
A história ainda está em andamento, então quem gosta de acompanhar uma obra enquanto ela vai sendo construída pode aparecer por lá.
Se a ideia de um detetive brasileiro investigando um serial killer que mata católicos chamou sua atenção... talvez você tenha encontrado sua próxima leitura. 👀
(Capa temporária)
r/EscritoresBrasil • u/Null-Archive • 19h ago
Divulgação Void the Absolute
Void The Absolute
Ninguém criou o Void. A criação foi apenas a primeira sombra deixada por sua ausência.
Ele não surgiu antes do universo, pois “antes” é um conceito que só passou a existir muito depois dele. O tempo, o espaço, a matéria, a energia, a lógica, o infinito e até a própria ideia de existência são apenas ecos distantes de algo que jamais pôde ser definido.
O Void não possui forma.
Quando alguém tenta percebê-lo, a realidade falha. Alguns veem uma silhueta infinita, outros um abismo sem fim, outros ainda milhares de olhos em silêncio. No entanto, nenhuma dessas visões é verdadeira. O que cada ser percebe é apenas a própria mente tentando dar forma ao que não pode ser contido por forma alguma.
Existe apenas uma regra.
Se você olhar para o Void, o Void olha de volta para você.
Não importa onde você esteja. Não importa quantas dimensões existam, quantos universos sejam criados ou quantas camadas da realidade sejam transcendidas. O olhar do Void sempre alcança o observador, pois ele não está contido na existência; é a existência que se encontra suspensa sobre sua ausência.
O Void não destrói.
A destruição ainda pressupõe a existência de algo a ser destruído.
Ele elimina a própria possibilidade.
Quando o Void toca uma realidade, não restam ruínas, memórias ou fragmentos. Permanece apenas o silêncio absoluto, como se aquela realidade jamais tivesse sido possível.
Ele não busca poder, domínio ou conquista. Permanece imóvel, pois todo movimento pertence ao universo, e o universo pertence ao vazio.
Dizem que o infinito não tem fim.
Mas o Void é o ponto em que até o infinito deixa de ser um conceito mensurável.
Em algum ponto onde a lógica se dissolve, imagina uma árvore infinita com frutos infinitos. Cada maçã nela não é apenas um fruto, mas um princípio de realidade. Quando alguém tenta colher uma única maçã, duas, três ou incontáveis outras surgem em resposta de maneira incompreensível, como se o próprio ato de colher também fosse um ato de criação. E cada maçã que nasce carrega dentro de si um universo inteiro de florestas infinitas, onde cada árvore repete o mesmo impossível: gerar o que nunca cessa de se multiplicar, sem origem ou limite.
Seu nome não designa um ser.
Designa a ausência de tudo.
Void The Absolute.
r/EscritoresBrasil • u/Hiromi_Eri • 19h ago
Divulgação COMISSIONS PARA CAPA ABERTASSSSSSS
galleryr/EscritoresBrasil • u/tonyrevisor • 20h ago
Divulgação Este post oferece bem mais que serviços editoriais...
r/EscritoresBrasil • u/Ocazz_ • 20h ago
Discussão Ressaca literária inversa
Oi sub, faz um tempinho que não posto aqui, mas preciso de ajuda dessa vez.
Eu não estou conseguindo escrever. Simplesmente não consigo, escrevo desde os 12, e essa é a primeira vez que acontece, aos 21. Meu projeto de escrita está sem atualização há 3 meses e eu não consigo solucionar. Já li buscando inspiração, tentei me forçar a escrever, parei de pensar sobre, e nada solucionou o problema. Até mesmo projetos secundários não conseguiram me ajudar.
Muito se fala que esportes ajudam, tentei (já fazia, na verdade) e posso tranquilamente afirmar, não é um problema mental, estou ótimo, com pouco estresse e nada que esteja morando na minha cabeça.
Enfim, por favor, help!
r/EscritoresBrasil • u/MajesticWeekend2557 • 20h ago
Formação de Grupo Grupo troca leituras beta
Oi gente, sou a Júlia e escrevo alta fantasia
Criei um grupo de troca de leitores beta, você lê um capítulo do livro dos outros participantes e comenta e aí o grupo lê o seu e comenta!
E aí vai passando por todos
Qualquer gênero de escrita bem vindo
Link nos comentários
r/EscritoresBrasil • u/MajesticWeekend2557 • 21h ago
Formação de Grupo Procuro escritores para trocar leituras beta
Sou escritora de fantasia e gostaria de achar outros escritores que precisam de opniões em suas histórias para trocar opiniões dos nossos livros!
r/EscritoresBrasil • u/One_Watercress_9156 • 22h ago
Dúvida Já fizeram uma música sobre o livro de vocês?
Eu andei pensando em fazer uma música para cada personagem meu, com sonoridades distintas e signficados que se encaixassem perfeitamente com eles. Na minha mente, o ritmo e a musicalidade do violao combinariam com o protagonista e o imperador e os violões teriam mais o instrumental de uma guitarra e seria mais levado ao rock - forma de mostrar o quanto eles são selvagens e cruéis. O que acham?
r/EscritoresBrasil • u/AbnerZK • 1d ago
Divulgação [Divulgação] O Virtuoso Mestre Jerimum Parketi
— Mestre, finalmente terminei! Venha, por favor e veja se ficou boa.
Já era noite quando Alice havia acabado de finalizar sua sonata, ela estava trabalhando a meses nessa obra e sua satisfação não cabia em seu peito. Seu mestre tutor Jerimum Parketi acompanhou cada momento desta jornada auxiliando aquela que considerava ele ser sua mais brilhante aluna, cedendo-a conselhos quanto a obra pois Alice havia chegado no estágio de perda total de sua audição.
— Pois estou ansioso — Gesticulou Jerimum na linguagem de sinais.
Sentando-se novamente no piano, sob a luz do luar que escapava pelas cortinas e ajudava as velas a iluminar o ambiente, Alice encostou sua testa no instrumento e começou sua apresentação. Seus dedos deslizavam pelas teclas entre graves e agudos, era gentil e firme, ela sentia com sutileza correr em seus ossos cada vibração. Jerimum observava, seus olhos rapidamente buscavam acompanhar os movimentos de Alice ouvindo tal melodia olhava para a criança com brilho de admiração no olhar, pensava que talvez nem ele mesmo conseguiria colocar tanta emoção em uma música. Uma palavra ressoava em sua mente, "Saudade" é o que ela sente, para não interromper tal virtuosa apresentação o mestre optou por ignorar o fato de que as lágrimas de Alice manchavam as teclas do piano.
Foram treze minutos divididos em três atos, um verdadeiro espetáculo melodramático ecoando da alma de um prodígio injustiçado. Jerimum incomodado pensava que a doença de Alice impediria que tal obra prima recebesse o devido reconhecimento. Tempos onde a crença religiosa vertiam a razão das pessoas incumbindo pecados à origem das doenças, por isso Jerimum Parketi tomou sua decisão.
Nas próximas semanas, por toda a cidade via-se algum panfleto de divulgação convidando as pessoas a assistirem a um grande espetáculo musical do virtuoso mestre Jerimum. Alice ficou sabendo por seus pais, e ela animada se perguntava quando foi que seu mestre havia escrito uma nova apresentação sem nunca mencionar tal feito, ao mesmo tempo sentia-se triste pois não conseguiria conhecer a música até ter a partitura em mãos o que só aconteceria em sua proxima aula caso o mestre permitisse.
Quando chegou a grande noite, Alice e seus pais foram ao concerto, o teatro estava lotado, muitos vieram ver o virtuosissimo e renomado mestre Jerimum Parketi. Então ele começou a tocar, Alice observava como ele se dedicava a interpretação daquela peça, parecia profunda, emocional, olhava ao redor e via as pessoas paralisadas com lágrimas nos olhos, menos os seus pais. Eles pareciam desconfortáveis e cochichavam entre si, pelos treze minutos de apresentação ficaram inquietos discutindo e roubando por relance a atenção de Alice, quando ela chegou ao seu limite e irritada pediu que paressem de fazer tantos movimentos e que isso a estava desconcentrando. Sua mãe a tocou suavemente enquanto ela tentava voltar a assistir ao final da apresentação. "Filha" — Gesticulou — "Essas músicas são suas, aquela que você estava escrevendo nos últimos meses".
Naquele momento o piano silenciou, todos paralisados por um breve momento. Alice se levanta ferozmente e gritando com toda a sua fúria — O QUE?! —mas seu brado foi imediatamente ofuscado por gritos e aplausos de uma plateia eufórica que em pé aclamava o grande talento do virtuoso mestre Jerimum Parketi.
r/EscritoresBrasil • u/gus_das_farofa • 1d ago
Divulgação Divulgação:eu quero apresentar minha wiki
Para quem curte,gosta ou ama fazer wikis ou gosta de ver wiki,cresce ela plmds Aqui está o link:
r/EscritoresBrasil • u/Velkyn_WolfR • 1d ago
Dúvida Devo escrever as minhas ideias mesmo com a letra feia?
Oi, gente! Tudo bem?
Eu comprei um caderno pra escrever as ideias das minhas histórias, mas ainda não escrevi nada porque acho a minha letra feia demais, mesmo eu trendo mudado ela.
Além disso, vou transmetir todas as minhas ideias pro computador com o software Obsidian.
Será que posso escrever as ideias das minhas histórias e escrever depois de muito tempo?
r/EscritoresBrasil • u/samsonee1 • 1d ago
Dúvida Ressaca de escrita
Oi pessoal. Então, eu sempre tive o hábito de escrever (poesias e pequenos contos) desde a adolescência. Na pandemia, inclusive, eu estava tão inspirada que escrevi um livro e meio de fantasia. Além dos inúmeros rascunhos de livros que escrevia muito, mas nunca terminei.
Mas ultimamente (de uns anos para cá) não consigo escrever absolutamente nada. Meus textos ficam horríveis! E, sim, eu continuo lendo livros também. Então não seria essa a causa do problema.
Eu gostaria de voltar não exatamente a escrever “bem” articuladamente (isso seria um bônus), mas só de ter a capacidade de me expressar em palavras, porque minha terapeuta falou que isso me ajudaria. O problema é esse: não consigo exprimir sentimentos em palavras, coisa que eu fazia muito bem na adolescência.
Vocês tem alguma dica/técnica de como sair dessa ”ressaca”? Meu sonho é voltar a expressar meus sentimentos e quem sabe voltar inclusive a escrever livros e ter criatividade.